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Enquanto dormimos, o cérebro desempenha funções essenciais, como organizar as memórias, regular as emoções, reforçar as defesas do organismo e eliminar substâncias nocivas. Quando o sono é frequentemente interrompido ou insuficiente, estes processos ficam comprometidos, podendo favorecer o aparecimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. No entanto, investigadores salientam à BBC que a falta de sono é apenas um dos vários fatores de risco.

A privação de sono também provoca alterações no organismo, como o aumento do stress, da inflamação e da resistência à insulina, o que contribui para o desenvolvimento de doenças cardíacas e metabólicas. Além disso, a Organização Mundial da Saúde considera o trabalho noturno um fator que pode aumentar o risco de cancro devido às alterações do ritmo biológico.

Para reduzir estes efeitos, os cientistas estão a estudar novas formas de organizar o descanso. Uma das soluções mais promissoras é o chamado sono bifásico, que consiste em dormir em dois períodos ao longo do dia. Muitos trabalhadores por turnos já adotam este padrão naturalmente, dormindo algumas horas de manhã e voltando a descansar antes de iniciar o turno seguinte.

Apesar de serem necessários mais estudos, as investigações realizadas até agora indicam que dividir o sono e fazer sestas planeadas pode ajudar a diminuir o cansaço, melhorar a concentração e aumentar a segurança no trabalho. O objetivo é encontrar estratégias que permitam aos trabalhadores adaptar-se melhor ao seu relógio biológico, em vez de lutarem constantemente contra ele.

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