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Terminou o Jubileu. O Papa Leão XIV encerrou esta terça-feira a Porta Santa da Basílica de S. Pedro, no Vaticano. Mais de 33 milhões de pessoas estiveram em Roma para viver o Ano Santo da Igreja Católica. Agora, a história provavelmente vai repetir-se só em 2033.
“33 475 369 peregrinos chegaram a Roma para as festividades do Jubileu. A previsão de 31.7 milhões, feita antes do início do Ano Santo, foi ultrapassada”, anunciou no Vaticano D. Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização.
O número não espanta quem passou por Roma. A multidão foi constante em todos os momentos do Jubileu e o Vaticano usou várias técnicas para fazer a contagem dos peregrinos: câmaras na Porta Santa da Basílica de S. Pedro, contagem manual por voluntários nas outras basílicas papais e o registo de inscrições nos eventos e no site oficial, cruzados com cálculos de densidade por metro quadrado nas praças onde se concentraram os maiores eventos.
E se tudo começou com a abertura da Porta Santa, na Basílica de S. Pedro, a 24 de dezembro de 2024, pelo Papa Francisco, tudo terminou no mesmo local com Leão XIV. Pela primeira vez em 250 anos, as celebrações foram presididas por dois pontífices.
Esta manhã, o Papa rezou ajoelhado e fechou os batentes da Porta de Bronze, a última ainda aberta em todo o mundo. O gesto simbólico marcou o fim do tempo de indulgência plenária próprio do ano jubilar. Daqui a cerca de dez dias, numa cerimónia privada, volta a erguer-se uma parede de tijolos frente à porta, que só voltará a estar aberta no próximo Jubileu.
Na homilia da celebração, Leão XIV lembrou todos os peregrinos que passaram aquela porta.
“A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que encontraram? Que corações, que atenção, que acolhimento?”, perguntou.
O Papa desafiou ainda os católicos a continuarem o caminho iniciado no Jubileu. “É bom sermos peregrinos de esperança. E é bom continuar a sê-lo, juntos! A fidelidade de Deus continuará a surpreender-nos. Se não reduzirmos as nossas igrejas a monumentos, se as nossas comunidades forem casas, se resistirmos unidos às seduções dos poderosos, então seremos a geração da aurora", disse.
“Há vida na nossa Igreja? Há espaço para o que está a nascer? Amamos e anunciamos um Deus que nos põe novamente a caminho?”, questionou o pontífice.
Leão XIV evocou também os diferentes grupos que viveram o Ano Santo e lembrou que o fim não é propriamente o fim. “O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos ainda no início, que o Senhor deseja crescer no meio de nós, deseja ser o Deus-connosco. Sim, Deus põe em questão a ordem existente: tem sonhos que ainda hoje inspira nos seus profetas; está determinado a resgatar-nos de antigas e novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres, santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua justiça. Não faz barulho, mas o seu Reino já está a germinar em todo o mundo".
Agora, os olhos dos fiéis centram-se em 2033. D. Rino Fisichella recordou que ainda não é oficial que seja proclamado um novo Jubileu, mas a data assinala os 2000 anos da morte e ressurreição de Jesus.
“Até que a decisão seja tomada, permanece como uma visão ideal, mas ainda prospetiva. O que me parece importante é que certamente 2033 será um ano particularmente significativo para a Igreja Católica, porque serão os 2000 anos da Redenção”, afirmou.
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