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Segundo as Forças Armadas norte-americanas, entrou em vigor esta terça-feira, às 21h00 (hora de Portugal Continental), um bloqueio total à navegação de e para o Irão. A medida integra a primeira fase da estratégia dos Estados Unidos para assumirem o papel de "guardiães" do Estreito de Ormuz, conceito avançado por Donald Trump, que também admitiu a criação de portagens na passagem marítima.
O Irão rejeitou essa possibilidade e afirmou que cabe ao próprio país assegurar a proteção da rota estratégica, de acordo com a CNN.
Entretanto, dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos foram alvo de disparos no Estreito de Ormuz. Um tripulante de nacionalidade indiana morreu e outras oito pessoas ficaram feridas, seis indianos e dois ucranianos. Ambos os navios incendiaram-se, mas os fogos acabaram por ser controlados.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão reivindicou o ataque, afirmando ter atingido e desmantelado "superpetroleiros desonestos". As autoridades iranianas acusam as embarcações de terem desligado os sistemas de navegação, ignorado avisos emitidos a partir de terra e seguido por uma "rota minada". Os navios, identificados como Al-Bahiya e Mombasa, encontravam-se em águas territoriais do Omã.
No Golfo Pérsico foi ainda detetada a presença de pelo menos uma dúzia de aeronaves militares norte-americanas, incluindo aviões de reabastecimento e de vigilância. A sua presença coincidiu com o anúncio de uma nova operação militar dos Estados Unidos contra o Irão, na terceira noite consecutiva de ataques.
Também foram registadas explosões em cidades iranianas como Bushehr, Bandar Abbas e na ilha de Qeshm. Em paralelo, Kuwait e Bahrein ativaram os respetivos sistemas de defesa, enquanto foram reportados ataques a posições iranianas em Erbil, no Iraque, e confrontos entre a Arábia Saudita e os rebeldes Houthis no Iémen.
Donald Trump afirmou que esta fase do conflito será "muito rápida", sustentando que os Estados Unidos "demoliram o Exército" iraniano, mas indicou que os ataques deverão prosseguir nas próximas horas.
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