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Os tempos de espera nas urgências hospitalares voltaram a aumentar e ultrapassam as 11 horas em algumas unidades do Serviço Nacional de Saúde. A subida surge depois de uma melhoria registada durante o mês de julho, num cenário que volta a colocar pressão sobre vários hospitais.
Os dados do Portal do SNS mostram que existem novamente serviços com tempos de espera muito elevados para a primeira observação médica, sobretudo entre os doentes classificados com pulseira amarela, considerados urgentes.
A situação contrasta com declarações da ministra da Saúde, que em julho tinha destacado a redução dos tempos de espera e antecipado um verão mais tranquilo nas urgências.
O Hospital Amadora-Sintra tem sido um dos serviços onde os constrangimentos se tornam mais evidentes. Em episódios anteriores, os doentes classificados como urgentes chegaram a ter previsões de espera superiores a 11 horas para a primeira observação.
O tempo recomendado para um doente com pulseira amarela ser observado é de 60 minutos. Nos casos classificados como muito urgentes, com pulseira laranja, a referência é de 10 minutos.
A diferença entre esses tempos e os períodos efetivamente registados evidencia a pressão sobre os serviços, especialmente quando há elevada afluência e dificuldades em garantir capacidade de resposta.
Os constrangimentos nas urgências têm-se repetido ao longo dos últimos meses. No inverno, vários hospitais registaram situações ainda mais graves, com tempos superiores a 11 horas e, em determinados momentos, esperas muito superiores.
Além da procura, a capacidade dos hospitais para dar resposta aos doentes está relacionada com a disponibilidade de profissionais, camas e funcionamento dos restantes níveis de cuidados de saúde.
A Direção Executiva do SNS já reconheceu anteriormente que o Amadora-Sintra era uma das unidades com maiores dificuldades e associou parte do problema à limitada capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários na região.
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