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Vários municípios em Portugal decidiram cancelar, adiar ou alterar o seu programa de Carnaval, sobretudo devido às condições meteorológicas adversas e ao impacto das tempestades (como as depressões Kristin, Leonardo e Marta) que têm causado estragos e também devido à situação de calamidade em dezenas de concelhos.
Assim, a prioridade das autarquias tem sido a segurança da população, a recuperação do território e a mobilização de recursos para apoiar quem foi afetado.
Onde há desfiles cancelados ou adiados?
- Torres Vedras – canceladas todas as celebrações do Carnaval — um dos mais tradicionais do país — entre 12 e 18 de fevereiro, para priorizar a segurança e a recuperação pós-temporal. O município pretende celebrar quando e se estiverem reunidas as condições necessárias, sem data ainda definida;
- Vila Nova de Poiares – canceladas todas as atividades de Carnaval previstas nos dias 13 e 15 de fevereiro, por falta de condições de segurança;
- Leiria – cancelado o desfile de dia 13 de fevereiro que reunia cerca de 1 300 crianças, devido ao mau tempo;
- Tomar – suspensas todas as iniciativas programadas entre 13 e 17 de fevereiro, devido aos prejuízos registados pelo temporal;
- Penela – cancelado o cortejo de Carnaval inicialmente marcado para 12 de fevereiro, por previsões adversas e em solidariedade com zonas afetadas;
- Alvaiázere – cancelado o Carnaval da Praça e outras iniciativas desportivas, canalizando recursos para apoio à população;
- Figueiró dos Vinhos – anunciado o cancelamento do Carnaval 2026, devido à situação de calamidade;
- Caldas da Rainha – cancelado o Carnaval e outros eventos culturais devido aos grandes prejuízos, nomeadamente na Foz do Arelho e no Parque D. Carlos I;
- Buarcos (Figueira da Foz) – o Carnaval foi adiado, com suspensão de desfiles até pelo menos dia 15, sem data definida ainda;
- Ílhavo – suspenso o Carnaval Infantil, reagendado para outra data devido às previsões de mau tempo e segurança das crianças;
- Nazaré – cancelado o desfile principal na marginal; mantém-se o Carnaval da Criança em espaços cobertos e a decisão sobre o desfile de terça-feira fica em aberto, dependendo do estado de calamidade;
- Loures — o Desfile de Carnaval Infantil e a iniciativa Foliões sem Idade não se vão realizar no dia 13; todos os outros eventos previstos são mantidos entre os dias 14 e 18.
Balanço do mau tempo
Portugal tem sido atingido, nas últimas semanas, por uma sucessão de episódios de mau tempo severo que causaram vítimas mortais — 15 pessoas desde 28 de janeiro —, desalojados e extensos danos materiais em várias regiões do país. As depressões Kristin, Leonardo e Marta, associadas a chuva intensa, ventos fortes e cheias, colocaram dezenas de concelhos em estado de calamidade e levaram à mobilização de meios de emergência a nível nacional.
As tempestades provocaram inundações extensas em zonas urbanas e rurais, com vários rios a transbordar, entre os quais o Sado, em Alcácer do Sal. Estradas nacionais e municipais ficaram cortadas, linhas ferroviárias foram interrompidas e registaram-se dificuldades significativas na circulação rodoviária, que em alguns locais ainda se mantêm.
Os ventos fortes causaram a queda de árvores, postes e estruturas, afetando também a rede elétrica. Dezenas de milhares de clientes ficaram sem eletricidade, em especial nos distritos de Leiria, Santarém, Coimbra e Castelo Branco, com reposições a prolongarem-se por vários dias em algumas zonas.
Os prejuízos materiais são considerados muito elevados. Há registo de danos generalizados em habitações, estabelecimentos comerciais, edifícios públicos e equipamentos municipais, bem como em património histórico, com dezenas de monumentos afetados.
Perante a gravidade da situação, foi acionado o Plano Nacional de Emergência e o estado de calamidade foi prolongado até dia 15 de fevereiro. Meios da Proteção Civil, bombeiros, forças de segurança e autarquias continuam no terreno em operações de limpeza, estabilização de estruturas e apoio às populações afetadas.
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