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O relatório revela ainda que a mortalidade fetal em Portugal se situou em 4,0 óbitos por 1.000 nascimentos, com uma ligeira tendência de aumento em 2024. No mesmo ano, a mortalidade infantil por causas evitáveis subiu para 2,3 óbitos por 1.000 nados-vivos, sobretudo devido a condições perinatais, anomalias congénitas do sistema circulatório e pneumonia.
Quanto às mortes maternas, o Relatório de Mortalidade Materna 2020-2024, também hoje divulgado pela DGS, indica que o rácio de mortes maternas (RMM) foi de 13,1 mortes por 100.000 nados-vivos, correspondendo a 55 óbitos. O perfil sociodemográfico evidencia que 61,8% destas mortes ocorreram em mulheres com 35 anos ou mais, refletindo o aumento do risco com a idade.
A mortalidade materna direta, relacionada principalmente com distúrbios hipertensivos da gravidez, parto e puerpério, representou 49,1% dos casos, enquanto a mortalidade indireta, sobretudo ligada a doenças do aparelho circulatório, representou 50,9%. Os dados provisórios de 2025 apontam para uma melhoria deste indicador, reforçando a importância de estratégias integradas de prevenção e cuidados diferenciados ao longo do continuum reprodutivo.
Criada em 2025, a Comissão de Acompanhamento da Mortalidade Fetal, Infantil e até aos 18 anos tem desempenhado um papel essencial na melhoria dos procedimentos nacionais para estudo dos óbitos. Este ano está prevista a conclusão do estudo retrospetivo dos óbitos, aprofundando causas e circunstâncias associadas.
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