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Burnham defendeu este modelo "com confiança, apoiado por uma década de experiência pessoal na revitalização de um dos antigos centros industriais do Reino Unido, transformando-o na região urbana com o crescimento mais rápido do país e invertendo a tendência de baixo crescimento".

"Isso proporcionou-me uma teoria clara sobre o crescimento, e irei aplicá-la a todas as regiões do Reino Unido, aprendendo com o que foi alcançado na Grande Manchester", acrescentou.

Segundo Burnham, "retomar o controlo de serviços essenciais, como os transportes, é um fator que permite uma economia mais produtiva, pois permite que as áreas locais assumam elas próprias as alavancas do poder".

O primeiro-ministro prometeu um plano a longo prazo com "medidas para um controlo público mais forte sobre estes serviços essenciais, fazendo com que voltem a funcionar em benefício das pessoas e das localidades".

Outra política, acrescentou, será capacitar as autoridades locais para "lançar o maior programa de construção de habitações municipais desde o período do pós-guerra".

O chefe do Governo deu a entender que o investimento na Defesa vai aumentar, mas deixou os detalhes para o orçamento, a apresentar em 28 de outubro.

Na declaração aos deputados, no primeiro dia de trabalhos parlamentares após as férias de verão, Burnham prometeu "uma abordagem clara, coerente e credível com vista ao crescimento, capaz de despertar um sentimento de positivismo e de possibilidades em todos os códigos postais".

Sobre o antecessor, Keir Starmer, que hoje anunciou que vai renunciar ao mandato de deputado, recordou que "dedicou toda a sua vida ao serviço público deste país".

Desde que assumiu o cargo a 20 de julho, Burnham tem viajado por todo o país prometendo trazer um otimismo nacional renovado.

A oposição tem questionado várias medidas, como a criação de um segundo gabinete do primeiro-ministro em Manchester para impulsionar a estratégia de conferir mais poderes aos líderes locais e distribuir o crescimento económico por todo o país.

Burnham foi, entretanto, obrigado a alterar os planos de libertar antecipadamente alguns criminosos, na sequência de apelos da viúva de um agente da polícia que morreu num atropelamento seguido de fuga, para que os seus assassinos permanecessem na prisão.

"Confirmamos agora que qualquer pessoa condenada por homicídio involuntário, homicídio por condução perigosa ou abuso sexual não verá, de momento, qualquer alteração na sua pena de prisão", esclareceu hoje.

Na sua primeira viagem ao estrangeiro como líder britânico, Burnham visitou Kiev no mês passado para sublinhar o apoio à Ucrânia.

Tal como outros países europeus, o Reino Unido está sob pressão para aumentar as despesas militares em resposta aos desafios da Rússia e da administração norte-americana de Donald Trump para cumprir a meta da NATO de 3,5% do produto interno bruto até 2035.

O chefe do Governo deu a entender que o investimento na Defesa vai aumentar, mas deixou os detalhes para o orçamento, a apresentar em 28 de outubro.

"Não queremos provocar, mas, pelo contrário, vamos manter-nos firmes na prestação de toda a ajuda que pudermos para permitir que a Ucrânia se defenda desta invasão ilegal. A defesa do Reino Unido começa na Ucrânia e a defesa da nossa nação será sempre a minha principal prioridade", enfatizou.

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