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A tensão voltou a subir na fronteira entre a Tailândia e o Camboja, com novos confrontos militares registados este fim de semana, meses após o início do conflito que já fez dezenas de mortos. Desde julho, os dois países acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos.

Segundo o Ministério da Defesa tailandês, mais de 35.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as zonas próximas à fronteira. Do lado cambojano, o Ministro da Informação, Neth Pheaktra, confirmou que habitantes de várias aldeias também foram retirados por segurança.

No domingo, uma troca de tiros durou cerca de 20 minutos, depois de cada lado acusar o outro de disparar primeiro. O exército tailandês relatou dois soldados feridos, enquanto o Camboja afirmou que não retaliou e pediu à Tailândia que cessasse imediatamente “todas as atividades hostis que ameaçam a paz e a estabilidade na região”.

Esta segunda-feira, novos ataques foram reportados, com a Tailândia a utilizar aviões para atingir “alvos militares cambojanos” e um soldado tailandês a perder a vida, além de quatro feridos.

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, apelou à contenção, afirmando que a região não pode permitir que antigas disputas territoriais se transformem em ciclos de conflito e oferecendo apoio para evitar novas hostilidades.

As tensões entre a Tailândia e o Camboja remontam a rivalidades históricas entre antigos impérios. As disputas modernas têm origem num mapa de 1907, da época colonial francesa, e foram parcialmente resolvidas em 1962 pelo Tribunal Internacional de Justiça, que atribuiu ao Camboja a soberania sobre o templo de Preah Vihear, embora a controvérsia sobre a fronteira persista.

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