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Num discurso sobre segurança internacional, Starmer afirmou que, durante muitos anos, a guerra foi vista no Reino Unido como algo distante, embora profundamente preocupante. Essa perceção, disse, mudou. “A solidez da paz está a enfraquecer”, afirmou.

O chefe do Governo britânico apontou a invasão da Ucrânia como prova da “apetência para a agressão” por parte de Moscovo, sublinhando que as ameaças russas vão além do campo militar. Segundo Starmer, a Rússia recorre a desinformação, ciberataques, sabotagem e à colaboração com movimentos populistas para minar valores democráticos e dividir as sociedades europeias.

Embora tenha afirmado que a Rússia cometeu um “grave erro estratégico” na Ucrânia, Starmer advertiu que o país continua a rearmar-se. Citando avaliações da NATO, afirmou que Moscovo poderá estar em condições de usar a força contra a Aliança até ao final desta década.

Starmer alertou ainda que mesmo um eventual acordo de paz na Ucrânia não eliminaria os riscos para a Europa, podendo antes agravá-los se houver complacência. “Não procuramos o conflito”, afirmou, “mas temos de enfrentar estas ameaças”.

O primeiro-ministro defendeu que a Europa deve “assentar nos seus próprios pés”, ultrapassando divisões políticas de curto prazo e reforçando a cooperação. Isso passa, disse, por construir uma Europa mais forte e uma Nato mais europeia, sustentadas por laços mais profundos entre o Reino Unido e a União Europeia.

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