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Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, acusou Donald Trump de “desvalorizar” o sacrifício dos soldados britânicos mortos em combate ao sugerir que as forças da NATO, incluindo o Reino Unido, se mantiveram “um pouco afastadas da linha da frente” no Afeganistão, escreve o The Guardian.
O porta-voz oficial de Starmer afirmou: “O presidente estava errado ao diminuir o papel das tropas da NATO, incluindo as forças britânicas no Afeganistão […] Estamos extremamente orgulhosos das nossas forças armadas e do sacrifício que deram”.
Trump referiu, numa entrevista na Fox News, que, se fosse necessário, a NATO poderia não apoiar os Estados Unidos. “Nunca precisamos deles. Dirão que enviaram algumas tropas para o Afeganistão… e enviaram, ficaram um pouco atrás, um pouco fora da linha da frente”, afirmou.
Comentários semelhantes foram feitos em Davos, onde Trump questionou a fiabilidade da aliança militar de 32 países, afirmando: “Eu conheço todos muito bem. Não sei se estariam lá. Sei que nós estaríamos lá por eles. Não sei se eles estariam lá por nós.”
O secretário da Defesa, John Healey, reforçou que o Reino Unido e os aliados da NATO responderam ao chamamento dos EUA e que os soldados mortos devem ser lembrados como heróis que deram a vida ao serviço da nação.
Entre 2001 e 2021, a guerra no Afeganistão provocou a morte de 3.486 militares da NATO, dos quais 2.461 eram norte-americanos. O Canadá registou 165 óbitos, incluindo civis, enquanto a Dinamarca, que tem vivido tensões com os EUA sobre a Gronelândia, registou 44 mortos em combate, o maior número proporcional fora dos Estados Unidos.
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