Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Cláudia Evaristo é livreira e garante que a afluência desta quarta-feira foi “muito mais fraca” do que a dos últimos dias. “Só a meio da tarde é que a Feira começou a ficar um pouco mais animada, não sei se por ser véspera de feriado”.
A livreira constata que a tarde trouxe mais crianças ao evento do que é habitual, o que atribui à greve geral. “Estamos a ver mais crianças, talvez por as escolas terem fechado”, afirmou ao 24notícias.
Cláudia esteve hoje a trabalhar na Feira do Livro, mas aderiu à greve nos teatros em que trabalha. “Perder um dia de trabalho dói”, afirma enquanto esfrega o polegar no dedo indicador para dar a entender que está a falar de dinheiro. É por isso que chama “valentes” aos que aderiram à greve e justifica: “Se não lutarmos hoje, vamos ser mais precários amanhã”.
A livreira Cláudia Evaristo alerta para a dificuldade que muitos funcionários tiveram para chegar até ao Parque Eduardo VII e garante que esta é a razão para haver stands fechados.
O 24notícias encontrou várias bancas encerradas, todas com o mesmo aviso afixado. Na nota era possível ler que a greve geral estava a condicionar o funcionamento dos pavilhões e que não havia qualquer perspetiva de hora de abertura.
Apesar de ter havido funcionários do Grupo Editorial Presença com dificuldades em deslocar-se, o stand abriu. Raul Martins, responsável pelo espaço, notou menos movimento durante a manhã e é cauteloso na hora de falar do número de visitantes no período da tarde. “O número de visitantes foi razoável à tarde. O pico costuma ser na hora H [altura em que livros selecionados têm descontos] e só depois disso é que poderemos perceber o verdadeiro impacto da greve”.
Andreia Afonso é colaboradora da Santa Casa da Misericórdia e está na Feira do Livro por estes dias. “Quando abrimos, o movimento estava mesmo fraco. De manhã, só vi turistas a pedir indicações e a perguntarem os motivos para a cidade estar tão calma”.
Também Alzira Afonso notou menos visitantes. “A Feira abriu ao meio dia e não havia praticamente ninguém”, disse a responsável pelo espaço da Leya.
A livreira garante que só ao final da tarde é que o movimento “animou” e encara a situação com normalidade. “Há menos transportes e é normal que as pessoas não venham hoje porque têm outros dias”.
O 24notícias encontrou visitantes que sentiram dificuldades em conseguir deslocar-se ao Parque Eduardo VII. Ariadne Amaral é brasileira e vive em Lisboa há quatro anos. Aproveitou a visita do pai a Portugal para irem juntos à Feira do Livro e contou que a greve fez com que preferissem deslocar-se de TVDE. “Sei que há alguns autocarros a circular, mas quisemos prevenir”.Também Inês Chaves receou não conseguir chegar ao Parque Eduardo VII de transportes públicos. Combinou encontrar-se na Feira com a amiga Maria João e assume: “Vim de carro porque não quis contar com o autocarro”.
Na próxima semana, a véspera de feriado servirá como teste para perceber se a pouca afluência de hoje se deveu à greve ou ao ócio.
__
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários