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Implementado a 10 de abril, o Sistema Volta já alcançou uma taxa de recolha seletiva de 38%, muito perto do objetivo de 40% estabelecido para o final de 2026. A meta de longo prazo passa por atingir 90% de recolha até 2029.

Segundo a SDR Portugal, os resultados demonstram uma rápida mudança de hábitos por parte dos consumidores, embora reconheça que a fase inicial da implementação tem sido acompanhada por alguns desafios operacionais.

Entre as principais críticas ao sistema está o aumento de situações de pessoas que procuram embalagens nos contentores do lixo para recuperar o valor da caução, contribuindo para problemas de limpeza em algumas zonas urbanas.

A entidade gestora admite a existência destes constrangimentos, mas considera que se trata de um fenómeno temporário, semelhante ao registado noutros países europeus durante o arranque de sistemas de depósito e reembolso.

De acordo com uma análise internacional divulgada pela SDR Portugal, situações idênticas foram observadas em países como Alemanha, Países Baixos, Letónia, Malta e Irlanda, sobretudo em grandes cidades, centros históricos e zonas turísticas.

Segundo a entidade, a experiência internacional demonstra que estes problemas tendem a diminuir à medida que aumenta o número de pontos de devolução, a rede se expande e os consumidores passam a entregar diretamente as embalagens nas máquinas de recolha.

A SDR Portugal garante, por isso, que continua a trabalhar em articulação com municípios, autoridades e operadores económicos para reforçar a infraestrutura do sistema e melhorar o seu funcionamento.

A entidade gestora aproveitou também para esclarecer uma das dúvidas mais frequentes desde a entrada em vigor do sistema: o destino do valor das cauções relativas a embalagens que nunca são devolvidas.

Segundo a SDR Portugal, esse dinheiro não constitui lucro das entidades envolvidas nem receita para o Estado. Da mesma forma, quando um consumidor devolve uma embalagem mas não utiliza o vale emitido para recuperar o valor da caução durante o prazo de um ano, o montante permanece registado no balanço da entidade gestora.

Findo esse período, os valores são reinvestidos na operação do Sistema Volta, incluindo a manutenção e expansão da rede de recolha, inovação tecnológica, campanhas de sensibilização e melhoria dos processos de reciclagem.

A SDR Portugal considera que os primeiros meses de funcionamento confirmam uma adesão significativa dos consumidores e acredita que a consolidação do sistema permitirá aumentar progressivamente as taxas de recolha e reduzir os constrangimentos verificados nesta fase inicial.

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