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O número de mortos provocado pelos dois sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 25 de junho aumentou para 920, atualizou esta sexta-feira à tarde o governo venezuelano, citado pelo El País. Há ainda 2.980 feridos confirmados, embora as autoridades tenham divulgado anteriormente um balanço superior a 4.300 feridos.
"Vamos resgatar as pessoas que continuam presas. Estamos a trabalhar incansavelmente nesta missão", afirmou Delcy Rodríguez, garantindo que as operações de busca prosseguem nas zonas mais afetadas.
Entretanto, as Nações Unidas anunciaram que equipas internacionais de busca e salvamento de pelo menos 17 países estão a deslocar-se para a Venezuela para reforçar as operações no terreno.
O porta-voz do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, afirmou que a chegada destas equipas é uma "prioridade máxima".
"Os sismos são das catástrofes mais devastadoras que podem atingir um país. Mas o que estamos a assistir neste momento é também um exemplo da mobilização internacional no seu melhor. Todo o sistema humanitário está a agir de forma rápida e em grande escala", declarou, em Genebra.
Segundo a ONU, já se encontram na Venezuela equipas de resgate provenientes do Chile, Colômbia, El Salvador, Itália, México, Suíça e Estados Unidos, às quais se juntarão, nos próximos dias, especialistas do Reino Unido, Chéquia, Equador, França, Alemanha, Jordânia, Países Baixos, Qatar, Espanha e outros países.
Portugal integra esse esforço internacional. Segundo comunicado enviado à imprensa, uma força nacional conjunta de 60 operacionais parte esta sexta-feira para a Venezuela a bordo de aeronaves da Força Aérea Portuguesa, com a missão de apoiar as operações de busca e resgate de vítimas.
A missão portuguesa inclui 15 elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB), liderados pelo tenente-coronel Carlos Pereira, segundo-comandante da corporação, que assumirá igualmente funções de engenheiro civil na avaliação da estabilidade das estruturas afetadas.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, destacou o profissionalismo da equipa. "Lisboa tem dos melhores bombeiros do mundo e nunca é demais repeti-lo. É com orgulho que vejo os nossos bombeiros partirem, uma vez mais, com o elevado sentido de missão a que há muito nos habituaram, para apoiar a população da Venezuela nesta hora difícil", afirmou.
Carlos Moedas desejou ainda "um bom trabalho nesta missão exigente" e agradeceu "a coragem, o serviço e o sacrifício" dos operacionais, expressando igualmente a solidariedade de Lisboa para com o povo venezuelano.
Os bombeiros do RSB destacados para esta missão têm experiência em operações internacionais de busca e salvamento em cenários de grande destruição. Parte da equipa integrou, em 2023, a força portuguesa enviada para a Turquia após os sismos que provocaram dezenas de milhares de vítimas mortais. Entre eles encontra-se Pedro Sousa, adjunto técnico do RSB, responsável pelo planeamento e gestão da operação no terreno.
Além dos 15 bombeiros do RSB, a missão portuguesa é composta por 27 militares da GNR, 11 elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e sete profissionais do INEM.
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