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As autoridades sírias anunciaram na noite de quinta‑feira a detenção de membros de uma célula "afiliada à organização Estado Islâmico (EI)", alegadamente responsáveis por dois atentados à bomba realizados terça‑feira em Damasco durante a visita do presidente francês Emmanuel Macron.
"A célula responsável pelos ataques terroristas que atingiram Damasco há dois dias está agora nas nossas mãos", declarou na rede social X o ministro do Interior, Anas Khattab.
"Assim que a investigação estiver concluída, revelaremos ao público a identidade dos membros da célula, o seu papel e as suas ligações", acrescentou.
O chefe da segurança interna da região de Damasco, Ahmad al‑Dalati, afirmou na televisão estatal que as primeiras investigações mostraram que "a célula estava afiliada ao grupo EI".
Segundo o Ministério do Interior, os suspeitos foram detidos em simultâneo em "diferentes locais de Damasco e arredores", incluindo quatro bairros, dois deles habitados por membros da comunidade alauíta, da qual provém o clã do ex‑presidente Bachar al‑Assad.
As explosões ocorreram durante a visita do presidente de França, Emmanuel Macron, ao presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, numa visita considerada histórica. A visita de Emmanuel Macron marca a primeira deslocação de um importante líder da União Europeia a Damasco desde a queda do presidente sírio Bashar al-Assad.
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