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Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com o sindicato do INEM, a ministra da Saúde afirmou que os relatórios da comissão técnica independente e das auditorias da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) demonstraram, “de forma muito clara”, a necessidade de avançar com algumas destas alterações.
A governante sublinha que nem o Governo nem o presidente do INEM “se negam ao diálogo”, tendo em conta a" enorme responsabilidade que a missão do INEM comporta" e o "impacto que qualquer greve no setor da saúde, em particular na área da emergência médica, pode ter na vida dos portugueses".
"Por essa razão, queremos que fique muito claro que todo o esforço e diálogo de aproximação e de entendimento desejável, que é aquilo que todos gostaríamos de alcançar com os profissionais que todos os dias salvam vidas neste país, é um dever de quem governa", afirmou.
A governante acrescentou que, ao marcar esta reunião, "é isso que continuamos a fazer", tendo "sempre no centro das nossas medidas" a "prestação de um melhor serviço aos cidadãos". No entanto, como ainda não foi possível chegar a um entendimento, "apesar de o desejarmos", o Governo não sabe "se as medidas que já adotámos poderão ser alvo de acordo por parte do sindicato".
"Naturalmente que, no âmbito da ação governativa, avançamos de imediato com a marcação de serviços mínimos" caso "a greve não seja suspensa".
"Quer o Governo quer o INEM, através do seu presidente, continuaram a manter este diálogo até ao último segundo, para tentarmos evitar esta greve. É este o nosso propósito."
Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), avisou que "para já a greve mantêm-se", cita o Diário de Notícias. Referindo que o Governo e INEM "tiveram oportunidade de se aproximar" das reivindicações do sindicato, que vai receber, nos próximos dias, uma contraproposta que será analisada.
A polémica está relacionada com a nova organização do INEM, que prevê a transferência da gestão de 54 Ambulâncias de Emergência Médica para as ULS e a alteração do modelo das atuais 46 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), que passarão a funcionar como viaturas ligeiras de emergência.
Os trabalhadores contestam esta mudança e consideram que a transformação das SIV poderá retirar capacidade de transporte de doentes urgentes. A Comissão de Trabalhadores defende que a medida vai aumentar a pressão sobre outras entidades que integram o sistema de emergência.
O INEM garante, contudo, que as alterações fazem parte de uma estratégia de modernização e integração dos cuidados de saúde, prevista na nova lei orgânica do instituto, publicada recentemente.
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