Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS-FNAM) considera que o modelo de Urgências Regionais de Obstetrícia implementado pelo Governo falhou, reiterando as críticas que diz ter feito desde o início da sua aplicação.

Segundo o sindicato, a Urgência Regional de Obstetrícia da Península de Setúbal, sediada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, registou vários constrangimentos durante a presente semana. Perante esta situação, refere que as grávidas têm sido encaminhadas para unidades hospitalares em Lisboa ou para o setor privado.

O SMZS-FNAM sustenta que a concentração do serviço de urgência das maternidades da Península de Setúbal no Hospital Garcia de Orta está a sobrecarregar aquela unidade de saúde, sobretudo no que respeita à área da Unidade Local de Saúde (ULS) do Arco Ribeirinho, que abrange os concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo.

Na perspetiva do sindicato, esta reorganização faz com que as grávidas dessas localidades fiquem a uma distância de 30 a 50 minutos da maternidade pública mais próxima.

O comunicado critica ainda o encerramento das urgências de ginecologia-obstetrícia do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, classificando-o como "particularmente dramático". O SMZS-FNAM considera também inadequada a transformação da maternidade do Hospital São Bernardo, em Setúbal, num serviço periférico, acessível apenas através do INEM para as utentes do Litoral Alentejano, sublinhando que a área abrangida por este hospital ultrapassa meio milhão de pessoas.

O sindicato refere que o Governo justificou a implementação deste modelo com a falta de médicos, mas defende que, em vez de criar condições para fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), optou pela concentração e encerramento de serviços.

Na mesma nota, o SMZS-FNAM afirma que esta opção representa uma desistência do SNS como garante da segurança e da saúde das grávidas e das crianças em várias zonas do país, em particular na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O sindicato considera, contudo, que a situação pode ser revertida e defende como solução a criação de melhores condições de trabalho, progressão na carreira e salários que permitam fixar médicos no SNS. Segundo o SMZS-FNAM, esta estratégia seria possível com menos custos do que o atual modelo, que, afirma, continua dependente do trabalho suplementar e da contratação de médicos prestadores de serviços.

___

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.