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"Já passou muito tempo, os colegas continuam saturados e cansados com este regime de piquetes. Nós demos aqui algumas tréguas, no sentido não literal, para ver se havia aqui algum tempo para a resolução do problema e nada foi feito", denunciou esta quarta-feira à Lusa o presidente deste sindicato, Paulo Santos, após um plenário que juntou 70 polícias de investigação criminal do Porto.
Em causa estão várias queixas de elementos do DIC do Porto, que acusam o Comando Distrital do Porto de "escravatura" ao obrigá-los a cumprirem prevenções e piquetes "sem serem pagos".
O sindicalista revelou que o Comando Metropolitano do Porto marcou uma reunião para 13 de julho, às 10 horas, em que a ASPP/PSP espera que seja aceite a sua proposta para que seja estabelecido um regime de turnos sem que seja necessário recorrer aos piquetes.
Formas de luta mais contundentes na calha
Durante a reunião, estes agentes vão concentrar-se à porta do comando, no Largo Primeiro de Dezembro, e, se não for aceite a proposta do sindicato, "vão partir para formas da luta mais contundentes nesse mesmo dia", avançou Paulo Santos, sem revelar mais pormenores.
A 12 de fevereiro, também após um plenário de elementos daquela divisão, Paulo Santos acusou o comando de ter "pouca disponibilidade" para dialogar.
"Estamos a falar de escravatura, estamos aqui a falar de polícias que estão a ser chamados a trabalhar mais horas, num regime de trabalho que é organizado pela própria Polícia de Segurança Pública, mas que depois empurra os polícias a fazer piquetes sem serem pagos", afirmou.
E continuou: "E estamos aqui, também, a falar de um regime de prevenção, que está estipulado na lei, mas que, na PSP [no Porto], o que se pretende fazer com as polícias é que estejam de prevenção sem ser compensados por isso monetariamente".
Segundo explicou à data, quando um agente está de prevenção tem que "ficar disponível para eventuais necessidades do serviço e, com isso, fica condicionado na sua vida particular sem que seja, depois, compensado". Paulo Santos salientou que aquela situação, "noutras instituições, é paga" e que, "na PSP, uma vez mais, decide-se não avançar com essa compensação que decorre da lei".
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