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Oito das vítimas mortais foram registadas em Kiev, incluindo sete num depósito ferroviário situado na margem esquerda da cidade. Outras quatro pessoas morreram na região circundante. Os ataques ocorreram depois de várias horas de alertas aéreos, que culminaram numa vaga de ataques por volta das 2h30, diz o The Guardian.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que foram utilizados no ataque “um número significativo de drones a jato e mísseis balísticos” e acusou a Rússia de tirar partido da escassez de intercetores Patriot de fabrico norte-americano.
Segundo Zelensky, a Rússia planeia os ataques de forma a provocar o máximo de destruição possível e apenas consegue atingir esse objetivo quando as capacidades de defesa aérea são insuficientes.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia atacou 28 locais, concentrando as operações nas cidades de Kiev e Odesa e nas respetivas áreas envolventes. As defesas aéreas abateram cinco mísseis balísticos Iskander, dois Banderol, cinco mísseis de cruzeiro Kalibr e 187 dos 218 drones utilizados. As autoridades deixaram, entretanto, de divulgar o número total de mísseis lançados.
Os ataques contra Kiev e localidades próximas têm sido intensos nos últimos dias. Na quinta-feira, um drone russo atingiu um depósito de munições em Myla, a cerca de 24 quilómetros a oeste de Kiev. O ataque provocou explosões secundárias durante várias horas, matou 38 pessoas e danificou habitações nas proximidades.
A capital ucraniana enfrenta uma escassez prolongada de sistemas de defesa aérea desde que diminuíram os fornecimentos de intercetores Patriot fabricados nos Estados Unidos. Estes sistemas são, segundo o The Guardian, a única arma capaz de travar eficazmente os mísseis balísticos russos de alta velocidade, produzidos a um ritmo de cerca de 60 por mês.
A Lockheed Martin, empresa norte-americana responsável pela produção dos intercetores Pac-3 mais avançados, fabrica cerca de 600 por ano. No entanto, os fornecimentos militares dos Estados Unidos foram reduzidos durante a guerra norte-americana com o Irão.
A Ucrânia procura garantir uma reserva de cerca de 300 intercetores para o inverno, financiada pelos seus aliados europeus. O acordo de fornecimento foi estabelecido com os Estados Unidos.
Segundo o jornal britânico, Moscovo parece estar a tentar aproveitar a falta de capacidade de defesa aérea antes do inverno, numa escalada de um conflito que permanece praticamente bloqueado na linha da frente.
A Ucrânia tem respondido com ataques contra refinarias de petróleo, armazéns e outras instalações militares no interior da Rússia, numa estratégia destinada a atingir a economia russa.
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