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O incêndio em Boticas, no distrito de Vila Real, entrou em fase de resolução, mas mantém uma elevada mobilização de meios para os trabalhos de rescaldo.

Segundo os dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estão envolvidos no combate 362 operacionais.

Apesar da evolução favorável da situação, as equipas continuam no terreno para consolidar o perímetro do incêndio e garantir que não existem reacendimentos.

Arouca com operações de rescaldo

Também o incêndio de Arouca, no distrito de Aveiro, entrou em fase de resolução, embora os meios de combate permaneçam mobilizados durante o dia devido ao trabalho de rescaldo.

Segundo Bruno Silva, 2.º comandante sub-regional do Cávado, em declarações à RTP, o "efetivo vai manter-se todo durante o dia", apesar de o incêndio ter entrado em fase de resolução.

"Temos muito trabalho ainda pela frente. Temos muitas operações de rescaldo", afirmou o responsável, acrescentando que o incêndio está "dominado, mas ainda não completamente resolvido".

Os operacionais terão ainda o apoio de meios aéreos, numa operação condicionada pela orografia do terreno.

De acordo com os dados da ANEPC, o incêndio mobiliza 601 operacionais e 196 meios terrestres.

O combate ao fogo ficou marcado por um acidente de viação ocorrido na madrugada de quarta-feira, que provocou ferimentos em quatro bombeiros dos Bombeiros Voluntários de Arouca. Os operacionais, com idades entre os 31 e os 54 anos, deslocavam-se para o teatro de operações quando sofreram o acidente.

Uma fonte hospitalar indicou posteriormente que os quatro bombeiros apresentavam situações de "politrauma grave".

Sete concelhos em perigo máximo de incêndio

Apesar da evolução favorável dos dois incêndios, o risco de incêndio rural mantém-se elevado em várias regiões do país. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sete concelhos em perigo máximo de incêndio, o nível mais elevado da escala utilizada pelo instituto.

Estão nesta situação os concelhos de Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, Trancoso e Sabugal, no distrito da Guarda, e Penamacor, no distrito de Castelo Branco.

Além destes municípios, mais de 50 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro encontram-se em perigo muito elevado de incêndio.

O mesmo nível de risco abrange mais de 60 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Bragança, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA é calculado numa escala de cinco níveis, que vai de reduzido a máximo. Para determinar o risco são considerados fatores como a temperatura do ar, a humidade relativa, a velocidade do vento e a precipitação registada nas 24 horas anteriores.

*Notícia atualizada às 10h00

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