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A proposta foi aprovada na noite de segunda-feira por 60 votos contra 40, com quase todos os republicanos a juntarem-se a oito democratas dissidentes que se afastaram da linha do partido para viabilizar o acordo. O texto financia o governo até ao final de janeiro.

O projeto segue agora para a Câmara dos Representantes, que terá de o aprovar antes de ser assinado pelo presidente Donald Trump. O chefe de Estado já tinha sinalizado na segunda-feira que estava disposto a fazê-lo, afirmando aos jornalistas na Casa Branca: “Vamos reabrir o nosso país muito rapidamente. O acordo é muito bom”.

O acordo foi alcançado durante o fim de semana, depois de alguns democratas se juntarem a republicanos para negociar uma solução que permita repor o funcionamento dos serviços essenciais e recolocar os funcionários públicos federais nos seus postos de trabalho.

A senadora Susan Collins, republicana que desempenhou um papel central na elaboração da proposta, celebrou a aprovação: “Vamos reabrir o governo, vamos garantir que os funcionários federais... receberão agora a compensação que ganharam e que merecem”.

Os republicanos, que detêm 53 dos 100 lugares do Senado, precisavam de pelo menos 60 votos para fazer aprovar a medida. Entre os democratas que votaram a favor estiveram Dick Durbin, John Fetterman, Catherine Cortez Masto, Maggie Hassan, Tim Kaine, Jackie Rosen e Jeanne Shaheen, bem como Angus King, senador independente do Maine que integra o grupo democrata.

Apenas um republicano, Rand Paul, se juntou à maioria dos democratas ao votar contra a proposta.

A aprovação foi anunciada numa sala praticamente vazia, mas os senadores que permaneceram até ao final aplaudiram e saudaram o resultado.

Desde outubro, muitos serviços governamentais foram suspensos, com cerca de 1,4 milhões de funcionários públicos sem remuneração ou a trabalhar sem receber. A paralisação afetou áreas como o tráfego aéreo e os apoios alimentares, que chegam a 41 milhões de norte-americanos de baixos rendimentos. Só na segunda-feira, mais de 2.400 voos foram cancelados e 9.000 registaram atrasos, segundo o serviço de monitorização FlightAware.

O acordo de financiamento, que mantém o governo em funcionamento até 30 de janeiro, inclui ainda financiamento anual para o Departamento da Agricultura, construções militares e agências legislativas. Também garante o pagamento retroativo dos salários aos funcionários públicos afetados e financiamento do programa de apoio alimentar (SNAP) até setembro do próximo ano.

Além disso, foi estabelecido um compromisso para realizar em dezembro uma votação sobre a extensão dos subsídios de saúde que expiram este ano — uma exigência fundamental dos democratas.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, criticou o acordo, e afirmou que o pacote “não faz nada de substancial para resolver a crise de saúde da América”. Já o senador Tim Kaine, que votou a favor, respondeu que os trabalhadores federais que representa estavam “a dizer obrigado” pelo acordo.

O líder da maioria republicana no Senado, John Thune, assegurou que a questão dos subsídios de saúde será debatida até à segunda semana de dezembro, embora o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, já tenha indicado que não pretende levar a votação essa medida.

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