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O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a cimeira do G7 ficou marcada por uma maior convergência de posições em relação à guerra na Ucrânia, destacando uma mudança na abordagem dos EUA sob a liderança de Donald Trump.
Segundo Macron, todos os líderes presentes na reunião, incluindo o presidente norte-americano, reconhecem a integridade territorial da Ucrânia e concordam que o presidente russo, Vladimir Putin, não tem demonstrado interesse genuíno em negociar o fim do conflito.
"Donald Trump, tal como todos nós, reconheceu simplesmente que não existe hoje uma vontade séria da Rússia para discutir a paz", afirmou o líder francês no final da cimeira realizada em Évian-les-Bains, em França.
Macron descreveu a atual posição dos países do G7 como uma "ressincronização" e uma "remobilização profunda" em torno da Ucrânia, considerando que existe agora um compromisso comum para avançar na resposta ao conflito.
A posição do presidente francês contrasta com a registada na cimeira do ano passado, quando as divergências entre Trump e os aliados europeus sobre a guerra eram mais evidentes e impediram a adoção de uma declaração final conjunta.
À margem da reunião, Donald Trump encontrou-se por duas vezes com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Segundo Macron, Zelensky apresentou informações sobre os progressos militares das forças ucranianas, que terão impressionado o líder norte-americano.
A declaração final da cimeira prevê o reforço das sanções contra a Rússia, incluindo no setor energético, numa tentativa de aumentar a pressão sobre Moscovo.
Questionado sobre a possibilidade de Trump cumprir eventuais compromissos relacionados com novas sanções, Macron mostrou confiança. "Sempre confiei no presidente Trump. Quando assumiu compromissos connosco, fez sempre aquilo que disse que faria", declarou.
A ideia de uma mudança na posição dos Estados Unidos foi também partilhada pelo primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, que considerou que Trump passou a ter uma visão "mais realista" sobre a evolução da guerra.
Outro dos resultados da cimeira foi o acordo entre os Estados Unidos e vários países europeus para a produção, sob licença, de mísseis de longo alcance e sistemas de defesa aérea em território ucraniano.
A medida pretende reforçar a capacidade defensiva da Europa e, simultaneamente, apoiar a indústria militar da Ucrânia.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, admitiu que a produção atual de armamento continua insuficiente e defendeu a atribuição de licenças a empresas europeias e ucranianas para aumentar a capacidade de fabrico.
Donald Trump indicou que está disponível para analisar a possibilidade de produção de mísseis norte-americanos sob licença, embora tenha reconhecido que poderão existir obstáculos relacionados com patentes e segredos comerciais.
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