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O navio à vela INSV Kaundinya, construído à mão e sem qualquer componente metálico, chegou esta quarta-feira a Omã, onde foi recebido com uma salva, após completar 17 dias no mar, conta a BBC.
A embarcação partiu de Porbandar, na costa oeste da Índia, a 29 de Dezembro, e atracou em Mascate, capital de Omã, recriando uma antiga rota marítima que, durante milénios, ligou o subcontinente indiano a outras regiões do mundo. O percurso simboliza a tradição marítima da Índia e a sua ligação histórica ao oceano Índico.
O INSV Kaundinya deve o nome a um lendário marinheiro indiano que, segundo a tradição, navegou até ao Sudeste Asiático. O navio foi construído com recurso a técnicas tradicionais, hoje praticamente desaparecidas.
As tábuas de madeira foram cosidas entre si com corda de coco, feita a partir de fibra de coco, e seladas com resina natural. Não foram utilizados pregos, parafusos ou quaisquer elementos metálicos, um método outrora comum em várias regiões do oceano Índico.
A embarcação não possui motor e depende exclusivamente de velas quadradas, avançando graças à força do vento. Esta característica reforça o carácter experimental e histórico da viagem, aproximando-a das condições de navegação dos antigos marinheiros indianos.
Durante a viagem, um dos tripulantes foi Sanjeev Sanyal, membro do conselho consultivo económico do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que partilhou atualizações regulares da travessia nas redes sociais.
A construção do navio teve início em setembro de 2023 e a embarcação foi lançada ao mar em fevereiro de 2025, no estado de Goa.
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