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A estratégia passa por uma “integração gradual acelerada”, segundo avança o Politico, que permitirá à Ucrânia beneficiar de algumas vantagens da pertença à UE antes da adesão formal. Entre as medidas em քննարկ discussão estão um acesso mais amplo ao mercado único europeu, a participação reforçada em programas e fundos comunitários e o envolvimento em instituições e fóruns políticos europeus, ainda que sem direito de voto. Alguns países defendem a criação de um estatuto intermédio, semelhante ao de “Estado em adesão”, que serviria para sinalizar politicamente que a Ucrânia está num caminho irreversível rumo à integração europeia.

Do lado ucraniano, o objetivo continua a ser a adesão plena, mas as autoridades de Kiev insistem na necessidade de resultados concretos já. O governo quer acesso faseado ao mercado interno europeu, condicionado ao avanço das reformas, bem como uma integração mais profunda nas cadeias industriais da UE, nomeadamente em setores como o aço, os automóveis e a indústria química. Entre as prioridades está também a conclusão de acordos técnicos como o ACAA, que permitiria o reconhecimento mútuo de normas industriais e facilitaria o comércio, reduzindo barreiras e controlos nas exportações. A Ucrânia defende que estas medidas não só trariam benefícios económicos imediatos, como aumentariam a confiança dos investidores e tornariam o processo de adesão vantajoso desde já, para ambas as partes.

Apesar do apoio político generalizado à Ucrânia, vários Estados-membros, incluindo Alemanha e França, mantêm reservas quanto a uma adesão rápida. Argumentam que o processo deve continuar a basear-se em reformas exigentes e critérios rigorosos, e sublinham que a integração plena exige unanimidade entre os 27 países. A própria Comissão Europeia reconhece que o calendário será longo: embora exista pressão para acelerar o alargamento, a abertura e o fecho dos vários capítulos de negociação dependerão do progresso interno da Ucrânia. Mesmo num cenário otimista, a conclusão dessas etapas poderá só acontecer por volta de 2027, sendo depois necessário ratificar o tratado de adesão em todos os Estados-membros.

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