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Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, subiu ao palco para fazer o balanço da ação governativa e abordar um dos principais reveses enfrentados pelo Executivo: o chumbo da reforma laboral.

A ministra começou por destacar os resultados alcançados pelo Governo nos últimos anos, apontando o crescimento dos rendimentos dos portugueses, as medidas de proteção social dirigidas aos cidadãos mais vulneráveis, o aumento do Complemento Solidário para Idosos, a gratuitidade dos medicamentos, a implementação da Prestação Social Única (PSU) e a aposta na denominada economia do cuidado.

Ao abordar os projetos que não avançaram, Palma Ramalho considerou “inevitável” referir-se à reforma laboral, atribuindo a sua rejeição a uma convergência entre forças políticas da oposição.

“Mais uma coligação entre os partidos da oposição que, apesar de se sentarem em lados opostos do hemiciclo, talvez não sejam tão diferentes assim”, afirmou.

A governante criticou ainda aquilo que classificou como campanhas de desinformação e a “politização do sindicalismo nacional”, dirigindo críticas aos adversários políticos do Executivo.

“Todos conhecem bem os nossos adversários, uns que por não suportarem estar no Governo fizeram desta reforma uma afronta pessoal, e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok”, declarou.

Na sua intervenção, a ministra sustentou que a reforma laboral representava uma mudança necessária para o país, considerando que a sua rejeição constitui uma “oportunidade perdida para Portugal”.

Apesar do desfecho, Palma Ramalho destacou a atuação do primeiro-ministro durante as negociações, defendendo que Luís Montenegro demonstrou sentido de Estado ao recusar compromissos que, na sua perspetiva, colocariam em causa a sustentabilidade do sistema de pensões.

“Recusou trocar a passagem desta reforma pela baixa da idade de acesso à pensão e pelo plafonamento, o que quebraria o contrato de confiança entre os portugueses e o Estado quanto à garantia das suas pensões futuras”, afirmou.

A ministra garantiu que o Governo não poderia ter seguido outro caminho e mostrou-se confiante de que os portugueses retirarão consequências políticas do processo.

“A opção do Governo não poderia ter sido outra e os portugueses saberão tirar daqui as devidas ilações”, declarou.

A encerrar a intervenção, deixou uma mensagem de confiança no futuro e na capacidade reformista do Executivo liderado por Luís Montenegro.

“Se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas”, concluiu.

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