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Durante a audiência, Sarkozy descreveu a sua experiência na prisão como “dura. Muito dura, certamente para qualquer detido, eu diria mesmo extenuante”. O ex-chefe de Estado quis ainda prestar homenagem ao pessoal penitenciário, que, segundo afirmou, “foi de uma humanidade excecional e tornou este pesadelo — porque é um pesadelo — suportável”.
O antigo presidente, de 70 anos, acrescentou: “Nunca imaginei esperar até aos 70 anos para conhecer a prisão.”
Sarkozy foi condenado a cinco anos de prisão efetiva, em setembro, por associação criminosa no caso do financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007. O tribunal considerou que o ex-presidente “deixou conscientemente os seus colaboradores solicitarem à Líbia de Muammar Kadhafi um financiamento oculto”. Depois de saber o veredito, recorreu da sentença.
A sua prisão, a 21 de outubro, foi um episódio sem precedentes na história da República Francesa, sendo também a primeira vez na União Europeia que um ex-chefe de Estado foi encarcerado.
De acordo com o Le Monde, Sarkozy esteve em regime de isolamento, acompanhado por dois agentes de segurança numa cela vizinha, por razões de segurança ligadas ao seu estatuto e às “ameaças que pesam sobre ele”, explicou o ministro do Interior, Laurent Nuñez.
A libertação sob controlo judicial não antecipa o desfecho do processo em recurso, cujo novo julgamento está previsto para março. O presidente do tribunal, Olivier Géron, sublinhou que os critérios de avaliação de uma libertação diferem dos da execução da pena e que a decisão “não antecipa em nada o resultado do julgamento em apelação”.
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