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A nomeação de Luís Neves como ministro da Administração Interna, a 21 de fevereiro, marcou o fim de mais de três décadas à frente da Polícia Judiciária (PJ). Dois dias depois, Luís Neves tomou posse num breve ato oficial, garantindo sentir o “apelo” para integrar o Governo e afirmando estar “tranquilo” com a transição.
No entanto, a saída do antigo diretor nacional não passou despercebida dentro da instituição. De acordo com o Expresso, existe um ambiente de “perplexidade e preocupação” entre inspetores, fruto de uma substituição que tarda em chegar. Nuno Domingos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), sublinha que a falta de um plano imediato por parte do Governo surpreendeu a PJ, que contava com uma transição célere.
A urgência é sentida sobretudo em dossiers iniciados por Luís Neves, como a regulamentação de estatutos, a formação e a gestão de colocações, áreas críticas que aguardam continuidade. “É um cargo muito importante e a ausência de decisão está a gerar inquietação”, acrescenta Nuno Domingos.
Quanto à sucessão, o líder da ASFIC defende um perfil interno e dialogante, alguém que conheça a casa e tenha experiência na equipa de Luís Neves, capaz de assumir o trabalho de bastidores que garante o funcionamento diário da PJ. Nomes como Veríssimo Milhazes, José Monteiro, Carlos Cabreiro ou Carlos Farinha surgem como possíveis candidatos, cada um com diferentes trajetórias dentro da polícia especializada.
Do lado oficial, o Ministério da Justiça garante que a decisão está a ser “articulada entre a ministra e o primeiro-ministro” e será divulgada “a seu tempo”, deixando o futuro da liderança da PJ em suspenso, enquanto a instituição sente o peso de uma mudança que tarda em concretizar-se.
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