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Numa publicação nas redes sociais dirigida aos seus seguidores internacionais, o atleta explica querer dar a visão do ataque dos EUA à Venezuela de "alguém que tem vestido a bandeira da Venezuela ao peito nos últimos 20 anos". Luis Alberto Orta Millan, nascido a 15 de janeiro de 1989, é um corredor de longa distância venezuelano, especializado em maratonas. Representou a Venezuela na maratona dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e detém atualmente dois recordes nacionais: um na meia-maratona e outro nos 10 km de estrada.

O maratonista começa por esclarecer: "Sim, estamos muito felizes e gratos pelo que aconteceu ontem. Sabemos que os EUA e o presidente Trump têm outros interesses além de simplesmente “nos libertar” – acreditem, entendemos isso, e estudámos políticas externas e invasões americanas toda a vida. Mas aqui está a questão…"

E continua a explicação da complexidade política para quem vive a situação, "estamos presos no nosso próprio país há 26 anos: sem comida, sem qualidade de vida, famílias separadas, apenas miséria absoluta. Se alguém vem ajudar-nos, vamos agradecer e celebrar… vão levar o nosso petróleo? Irmão… não vemos petróleo há 26 anos; havia literalmente filas de dois dias para abastecer gasolina… vão levar o petróleo? Levem… esse é o preço que estamos dispostos a pagar para termos liberdade."

Luís Orta acrescenta que, apesar de estarem longe da linha de chegada, este momento representa “apenas o início de um novo capítulo” para os venezuelanos, e que ele celebrará vestindo orgulhosamente a sua camisola da Venezuela no Campeonato do Mundo da próxima semana.

Licenciado com mestrado em Gestão e Treino Desportivo pela Universidade do Kentucky, Orta é também treinador certificado em várias instituições internacionais e dirige a plataforma de treino online My Olympic Coach LLC, a partir de Boulder, Colorado, o atleta sublinhou ainda que esta ação não representa o fim dos desafios, mas pode ser “apenas o início de um novo capítulo” para os venezuelanos.

Por fim, pede o fim da hipocrisia: "Se não gostam da administração Trump, compreendo e respeito, mas não venham agora dizer que somos cegos e que não sabemos ou entendemos o que nos está a acontecer… não sejam hipócritas se não enviaram ajuda humanitária para a Venezuela nos últimos 26 anos. Por fim, vão às redes sociais e verão que 99,9% dos venezuelanos estão a celebrar, por isso deixem-nos ter esta pequena vitória depois de mais de duas décadas."

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