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Passaram 21 horas e 57 minutos entre a rutura e o descarrilamento, avança o El Mundo. A falta de alerta no momento em que foi detetada a falhar impediu que fossem tomadas medidas para evitar que o comboio da Iryo, proveniente de Málaga, passasse naquele ponto, acabasse por descarrilar e fosse depois abalroado por um Alvia às 19h43 do dia seguinte.

Segundo o mais recente relatório elaborado pela Guardia Civil, entregue ao tribunal de Montoro que investiga o acidente, o aviso não foi dado, uma vez que o sistema não estava configurado para emitir alertas automáticos neste tipo de situações, devido à sua baixa fiabilidade. Do acidente resultaram ainda mais de uma centena de feridos.

O documento aprofunda investigações anteriores com novos indícios recolhidos nas últimas semanas e permite afastar hipóteses como sabotagem, terrorismo, erro dos maquinistas ou excesso de velocidade. A principal linha de investigação aponta agora para uma rutura no carril ou numa soldadura da via.

As oscilações de tensão ficaram registadas no Sistema de Apoio à Manutenção (SAM), localizado na base da Adif em Hornachuelos, mas não geraram qualquer alerta automático, sendo apenas consultadas em caso de avaria ou durante operações de manutenção.

Contactada pela Guardia Civil, a empresa responsável pelo sistema, a Hitachi Rail GTS Spain, indicou que a deteção de uma rutura no carril era possível, mas com baixa fiabilidade. O sistema apenas gera alertas quando a tensão desce abaixo dos 0,780 volts (o chamado limiar de ocupação), o que não aconteceu neste caso, já que a queda registada se manteve nos 1,5 volts.

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