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O ex-fuzileiro Robert Gilman está a caminho de um hospital militar no Texas, onde será submetido a avaliações médicas e psicológicas e receberá tratamento, afirmou o diretor de estratégia da Global Reach, Eric Lebson, uma organização sem fins lucrativos que tem vindo a trabalhar para libertar o veterano e outros detidos norte-americanos no estrangeiro.
A família de Gilman voou para o Texas, incluindo a mãe, que se encontrava na Rússia a tentar visitá-lo no hospital.
O Departamento de Estado norte-americano confirmou a libertação de Gilman, adiantando que a mesma foi obtida por razões humanitárias e que "não foi feita qualquer concessão" à Rússia. "A libertação de Gilman não faz parte de uma troca e não foi feita qualquer outra concessão", declarou num e-mail um porta-voz do Departamento de Estado, citado pela agência France-Presse.
Na rede social Truth Social, Donald Trump afirmou que "após as minhas conversações com o presidente Vladimir Putin, a Rússia concordou em libertá-lo, exclusivamente por motivos humanitários. Agradecemos esta decisão e o facto de a Rússia não ter pedido ninguém em troca — não houve qualquer troca", escreveu Trump.
Segundo o presidente dos EUA, "Robert vai aterrar esta noite na Base Aérea de Andrews, em Washington, D.C., onde os meus representantes, alguns dos quais estão no avião com ele, vão dar as boas-vindas. Acabei de falar com ele e ele fez um pedido — um excelente cheeseburger assim que aterrar. Eu tratarei disso!".
Gilman, um professor de 32 anos detido desde 2022, foi inicialmente condenado a três anos e meio de prisão, considerado culpado de agredir um polícia após ser retirado de um comboio por alegadamente causar um distúrbio. Foi posteriormente condenado por acusações de agressão a um inspetor prisional durante uma inspeção a uma cela, espancamento de um investigador e agressão a um guarda, sendo condenado em outubro de 2024 a oito anos e um mês de prisão.
A sua pena foi alargada para 10 anos no ano passado, após ser considerado culpado de agredir guardas prisionais.
A família de Gilman detalhou que foram feitas contra o ex-fuzileiro uma "série de acusações vagas e crescentes" pelas autoridades russas e que, na prisão, foi "instigado" a cometer ilegalidades e a aceitar acusações "através de ingestão de drogas, provocações e tortura".
Gilman tinha sido transferido de uma prisão para um hospital civil.
O senador norte-americano Edward Markey tinha apelado a que os Governos da Rússia e dos Estados Unidos trabalhassem em conjunto para libertar Gilman, após uma série de trocas de prisioneiros nos últimos anos. Gilman constava entre os oito norte-americanos identificados detidos na Rússia.
As autoridades russas não se pronunciaram publicamente sobre o caso.
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