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Na capital, Kiev, o presidente da câmara, Vitali Klitschko, informou que vários edifícios de apartamentos em diferentes zonas da cidade foram atingidos e incendiados. Entre os alvos está também a Lavra de Kiev-Pechersk, um antigo mosteiro histórico situado no centro da capital. O ataque deixou cerca de 140 mil famílias sem fornecimento de eletricidade.
O chefe da administração militar de Kiev, Timour Tkatchenko, confirmou que o número de mortos na cidade subiu para quatro, depois de inicialmente terem sido registadas duas vítimas.
A segunda maior cidade do país, Kharkiv, foi igualmente atingida. O ministro do Interior ucraniano, Ihor Klymenko, revelou que cinco socorristas morreram enquanto tentavam resgatar civis durante os bombardeamentos. Ataques foram ainda reportados em Dnipro e Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia, segundo as autoridades locais.
Os ataques ocorreram poucas horas depois de Putin e Trump terem mantido uma conversa telefónica descrita pelo Kremlin como “amigável e franca”, realizada no dia em que o presidente norte-americano celebrou o seu 80.º aniversário. Trump falou também separadamente com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que classificou o contacto como uma “ótima conversa”.
As negociações mediadas por Washington para pôr fim ao conflito entre Kiev e Moscovo continuam paralisadas, num contexto em que a atenção diplomática dos Estados Unidos está fortemente centrada na escalada de tensões com o Irão. O assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que a conversa entre Trump e Putin abordou temas internacionais, as negociações entre Washington e Teerão, bem como os contactos bilaterais entre os dois países.
Ushakov referiu ainda que foram discutidos os recentes ataques ucranianos contra alvos civis em território russo. Entre esses alvos estiveram uma fábrica química na região de Tula e uma instalação de armazenamento de petróleo em Yaroslavl, ações que Kiev justificou como parte de uma estratégia para reduzir as receitas energéticas da Rússia.
Está prevista a participação de Zelensky e Trump na cimeira do G7, que tem início esta segunda-feira em Évian-les-Bains, em França, país que exerce atualmente a presidência rotativa do grupo das sete maiores economias do mundo.
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