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Segundo as autoridades ucranianas, uma pessoa morreu e pelo menos 15 ficaram feridas na sequência dos ataques, que se prolongaram até à manhã. As ofensivas ocorreram num contexto de falhas generalizadas no fornecimento de aquecimento, água e eletricidade em Kiev e noutras cidades, após sucessivos ataques russos às infraestruturas energéticas.

O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, indicou que "até ao momento, está confirmada a morte de uma pessoa e quatro feridos", acrescentando, numa publicação nas redes sociais, que três dos feridos foram hospitalizados. Incêndios deflagraram em vários edifícios atingidos por destroços de drones e os serviços de aquecimento e abastecimento de água foram interrompidos em algumas zonas da capital.

Os ataques surgem numa fase crítica do inverno, agravando a crise energética na capital ucraniana. Na sexta-feira, Klitschko revelou que cerca de 1.940 edifícios residenciais continuavam sem aquecimento em Kyiv, alertando que “este pode ainda não ser o momento mais difícil”. De acordo com o gabinete do autarca, cerca de 600 mil residentes abandonaram temporariamente a cidade durante a crise energética registada em janeiro, que deixou bairros inteiros às escuras.

O chefe da administração militar de Kyiv, Tymur Tkachenko, confirmou que os ataques atingiram pelo menos quatro distritos da cidade, incluindo uma unidade de saúde.

Em Kharkiv, cidade situada a cerca de 30 quilómetros da fronteira russa e alvo frequente de ataques, o presidente da câmara, Ihor Terekhov, afirmou que 25 drones atingiram vários distritos ao longo de duas horas e meia, provocando pelo menos 14 feridos. Segundo Terekhov, os ataques atingiram um dormitório para pessoas deslocadas, um hospital e uma maternidade.

Estes novos bombardeamentos ocorreram após a conclusão do primeiro de dois dias de conversações entre negociadores da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos, destinadas a encontrar uma solução para a guerra que se prolonga há quase quatro anos. Apesar das negociações, Moscovo continua a insistir no controlo da região oriental do Donbass, o que levanta dúvidas sobre a real disposição russa para alcançar um acordo de paz.

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