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As defesas antiaéreas ucranianas conseguiram intercetar grande parte dos projéteis, abatendo 18 mísseis e mais de uma centena de drones. Ainda assim, vários mísseis e drones atingiram cerca de 20 locais, provocando danos significativos em edifícios residenciais, armazéns logísticos e outras infraestruturas.

Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos quatro pessoas morreram, uma em Kiev e três em Kharkiv, e dezenas ficaram feridas. Em todo o país, os ataques russos das últimas 24 horas causaram pelo menos 16 mortos e 77 feridos.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o bombardeamento como um dos mais intensos sobre Kiev desde o início da guerra e voltou a pedir aos aliados o reforço do fornecimento de sistemas de defesa antiaérea e de mísseis intercetores, sublinhando que a proteção contra mísseis balísticos é atualmente a principal prioridade da Ucrânia.

O Ministério da Defesa russo confirmou o ataque, afirmando que o objetivo eram instalações da indústria de defesa e centros logísticos em Kiev.

Em resposta, a Ucrânia manteve os seus ataques contra infraestruturas russas. Drones ucranianos atingiram instalações petrolíferas na região de Stavropol e vários navios-tanque no Mar Negro, incluindo embarcações associadas à chamada "frota fantasma" russa. Foi também atingido um terminal do Caspian Pipeline Consortium, levando à suspensão temporária do carregamento de petróleo, embora sem vítimas nem derrames.

A Rússia tem intensificado os ataques combinados com mísseis e drones para destruir infraestruturas ucranianas, enquanto a Ucrânia procura aumentar a pressão sobre a capacidade energética e logística da Rússia através de ataques de longo alcance.

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