O navio, anteriormente conhecido como Bella 1 e agora renomeado Marinera, partiu do Irão com destino à Venezuela para carregar petróleo, integrando uma frota que transporta crude da Rússia, Irão e Venezuela, apesar das sanções impostas pelos EUA e aliados. Dados de rastreamento marítimo indicam que a embarcação aproximou-se da zona económica exclusiva da Islândia esta quarta-feira.

Em dezembro, a tripulação repelira uma tentativa de abordagem da Marinha norte-americana perto das águas venezuelanas, alterando então abruptamente a rota em direção ao Atlântico. O Marinera recebeu a bandeira russa e foi registado oficialmente na Rússia, que apresentou um protesto diplomático exigindo que Washington interrompesse a perseguição.

O navio está sob sanções dos EUA desde julho de 2024, acusado de transportar carga ilícita para uma empresa ligada ao Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irão. Nos últimos dias, aviões de vigilância norte-americanos P-8 têm controlado de perto a viagem do petroleiro desde o Reino Unido, indicando uma operação militar acompanhada de perto pelas autoridades britânicas.

O percurso do Marinera pelo Atlântico tem sido atípico, desviando-se da rota habitual pelo Canal da Mancha e navegando entre a Islândia e a Irlanda. Dados de registo mostram ainda que pelo menos três outros petroleiros que operaram recentemente em águas venezuelanas foram rebatizados sob bandeira russa, refletindo uma estratégia de Moscovo para proteger navios sob sanções dos EUA.