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A agência russa TASS noticiou esta segunda-feira que um batalhão russo especializado no combate a drones afirma ter intercetado e destruído um drone de reconhecimento Tekever AR3, de fabrico português, durante uma operação na região fronteiriça de Bryansk.

O 24notícias contactou a Tekever, mas a empresa diz que "não tem qualquer comentário a fazer sobre este tema".

O comandante da equipa que operava o drone intercetor Lis ("Raposa"), identificado apenas pelo nome de guerra "Prizrak", explicou que o aparelho chamou a atenção dos militares por apresentar uma configuração diferente da habitual.

"Um drone de reconhecimento inimigo entrou no nosso setor. Ficámos surpreendidos porque nunca tínhamos visto nada semelhante. O veículo aéreo não tripulado tinha uma estrutura diferente na cauda e nas asas. Quando chegámos ao local da queda, descobrimos que se tratava de um drone de reconhecimento português", afirmou o comandante, citado pela TASS.

Segundo a mesma fonte, o militar acrescentou que os drones de reconhecimento constituem uma prioridade para as forças russas, alegando que estes são utilizados para mapear rotas de voo de outros aparelhos e identificar posições militares para posteriores ataques.

O batalhão indicou ainda que, apesar de o Tekever AR3 ter sido intercetado, grande parte da sua estrutura permaneceu intacta. Apenas o motor sofreu danos significativos, enquanto a fuselagem, o equipamento de bordo e a maioria dos restantes componentes ficaram preservados.

Ainda segundo a TASS, o drone foi entregue a um instituto de investigação russo, onde especialistas irão analisar o seu desenho, as especificações técnicas e as soluções de engenharia utilizadas na sua construção.

A TASS refere também que a operação de interceção do drone português foi particularmente exigente. Após a deteção pelo radar, seguiu-se uma perseguição com duração próxima de 30 minutos. Durante esse período, o aparelho voava a uma altitude de cerca de 2,5 quilómetros e a uma velocidade entre os 90 e os 100 quilómetros por hora, o que dificultou a aproximação do intercetor.

De recordar que, em 2023, foi divulgado que a empresa portuguesa Tekever iria fornecer drones à Ucrânia para apoiar operações terrestres e marítimas através do Fundo Internacional para a Ucrânia (IFU), liderado pelo Reino Unido.

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