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A enviada especial do Conselho da Europa para a situação das crianças na Ucrânia, Thórdís Gylfadóttir, afirmou esta segunda-feira que a Rússia comete “crimes de guerra evidentes” ao sequestrar menores ucranianos e submetê-los a processos de russificação para apagar a sua identidade.

Em declarações à Efe, no Fórum de Doha, no Qatar, sobre paz e segurança global, Gylfadóttir destacou que a deportação de crianças, a alteração de nomes e a proibição da língua ucraniana constituem graves violações do direito internacional. A diplomata islandesa revelou ainda que rapazes mais jovens estão a ser treinados para lutar na frente de batalha contra os próprios compatriotas.

O Conselho da Europa documentou casos de crianças sujeitas a reeducação ideológica, prática que o Tribunal Penal Internacional (TPI) classificou como crime de guerra, emitindo mandados de detenção contra o presidente russo, Vladimir Putin, e a comissária dos Direitos da Criança, Maria Lvova-Belova.

Desde o início da invasão russa, pelo menos 20.000 crianças ucranianas terão sido deportadas, segundo a ONU. Recentemente, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução não vinculativa exigindo a devolução imediata dos menores e o fim das práticas de “mudança de estatuto”, consideradas por Kiev como “troféus de guerra”.

Gylfadóttir sublinhou que o retorno das crianças às suas famílias é essencial para uma paz justa e apelou ao cumprimento do direito internacional e à proteção dos valores fundamentais em tempos de guerra.

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