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Segundo o The Guardian, a Roménia registou mais de 35 mil casos de sarampo entre 2023 e 2025, com pelo menos 30 mortes, sobretudo entre bebés demasiado novos para serem vacinados e infetados por crianças mais velhas não imunizadas. Em 2024, cerca de 87% de todos os casos de sarampo na União Europeia ocorreram no país.
A origem da crise está diretamente ligada à quebra da vacinação. A primeira dose da vacina contra sarampo, papeira e rubéola (VASPR) é recomendada entre os 14 e os 18 meses, mas a cobertura atinge apenas 81% nessa fase — longe dos 95% necessários para garantir imunidade de grupo. A segunda dose, administrada aos cinco anos, apresenta taxas ainda mais baixas, pouco acima dos 60% a nível nacional e apenas 20% em algumas comunidades.
Entre os fatores que explicam a quebra da vacinação estão dificuldades de acesso, pobreza e falhas no sistema de saúde.
Por sua vez, organizações como a Save the Children apontam que a decisão de não vacinar nem sempre resulta de recusa dos pais, mas sim de obstáculos estruturais.
A reorganização do sistema de vacinação em 2015 agravou a situação. A administração de vacinas passou a ser responsabilidade exclusiva dos médicos de família, aumentando a burocracia e a pressão sobre profissionais já sobrecarregados. Simultaneamente, enfermeiros escolares deixaram de poder vacinar, eliminando uma importante rede de apoio.
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