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Segundo avançou o The Guardian, presidente da Câmara de Roma ordenou que uma mulher parasse de alimentar dezenas de pombos que invadiram um prédio de apartamentos, depois que moradores furiosos, informarem estar afogados em penas naquilo que foi descrito como um "pesadelo hitchcockiano”.

A mulher, apelidada pela imprensa de “senhora dos pombos”, vive no terceiro andar de um prédio na Via Spartaco. Em declarações ao meio local Roma Today, afirmou ser “ativista da Liga Italiana de Proteção das Aves” e justificou os gestos como atos de salvamento: “Resgato animais em perigo, não os alimento por passatempo. Obviamente, se alimento um pombo, outros aparecem. Mas têm sido ditas muitas mentiras contra mim”.

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Os vizinhos, no entanto, relatam uma situação insustentável: ruas cobertas de excrementos, carros e varandas sistematicamente sujos e um cheiro nauseabundo que tornou “a vida diária insuportável”. Uma moradora disse ao jornal FanPage: “Somos prisioneiros nas nossas próprias casas, reféns de uma situação ridícula”.

Face ao impasse, o presidente da câmara, Roberto Gualtieri, decretou a proibição do fornecimento de comida a pombos e aves selvagens em toda a cidade, determinando ainda que a residente proceda, a suas expensas, à limpeza, desinfeção e desinfestação do edifício no prazo de 10 dias.

Apesar de um alegado incumprimento, relatado por um vizinho, a polícia municipal não encontrou provas recentes de que a mulher tivesse continuado a alimentar os animais. Caso não cumpra, a autarquia já avisou que poderá avançar com execução forçada da ordem, com recurso às autoridades.