Os equipamentos, envoltos em aço negro e dotados de um visor de vidro fumado que oculta várias câmaras, recorrem a sistemas de inteligência artificial para interpretar o ambiente envolvente. Concebidos para interagir com o mundo de forma semelhante à de um soldado, conseguem manusear diferentes tipos de armamento ligeiro, incluindo pistolas e espingardas de assalto.
A iniciativa é defendida por Mike LeBlanc, cofundador da empresa e veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, com experiência operacional no Iraque e no Afeganistão. LeBlanc considera que a utilização de robôs em combate responde a um “imperativo moral”, ao reduzir a exposição de jovens militares ao risco e, potencialmente, a ocorrência de crimes de guerra associados ao stress extremo do conflito.
De acordo com a Time, os robôs estão a ser testados na Ucrânia sobretudo em missões de reconhecimento e apoio logístico, num contexto em que o conflito se transformou progressivamente numa guerra altamente automatizada, marcada pelo uso massivo de drones, cerca de nove mil por dia, segundo a publicação.
A versatilidade destes sistemas permite-lhes operar em espaços confinados, transportar mantimentos e utilizar armamento convencional sem adaptações complexas. Além disso, o seu perfil térmico semelhante ao humano pode dificultar a distinção por sensores inimigos. Para LeBlanc, o cenário atual já antecipa o futuro dos conflitos armados: “É uma guerra amplamente robótica, em que as máquinas assumem o papel principal e os humanos passam a desempenhar funções de apoio.”
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