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Em declarações ao podcast britânico The Rest is Politics (O resto é políticas, em tradução livre), a chefe de Estado moldava, que lidera um governo de orientação pró-europeia em Chișinău, capital da Moldova, reconheceu que o apoio popular à ideia é ainda limitado, mas sublinhou que a situação geopolítica obriga a ponderar cenários até há pouco impensáveis.

“Se houver um referendo, votaria pela unificação com a Roménia”, afirmou Maia Sandu. “Basta olhar para o que está a acontecer à volta da Moldova e no mundo. Está a tornar-se cada vez mais difícil para um pequeno país como o nosso sobreviver como democracia, como Estado soberano, e resistir à Rússia.”

Com quase três milhões de habitantes, a Moldova situa-se entre a Roménia e a Ucrânia e tem sido alvo,segundo as autoridades, de uma intensa guerra híbrida russa, que inclui campanhas de desinformação, tentativas de manipulação eleitoral e pressão política indireta, revela o Politico.

A presidente tem vindo a alertar repetidamente para as ameaças à estabilidade interna do país e para a necessidade de reforçar os laços com a União Europeia e com os parceiros ocidentais. A eventual reunificação com a Roménia surge, neste contexto, como uma hipótese extrema para garantir segurança, estabilidade institucional e proteção internacional.

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Historicamente, a Moldova fez parte da Roménia entre 1918 e 1940, até ser anexada pela União Soviética no início da Segunda Guerra Mundial. Após o colapso do bloco soviético, o país declarou a independência em 1991, mas manteve-se politicamente frágil e dividido entre influências pró-ocidentais e pró-russas

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