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A retirada anunciada na semana passada deixaria ainda cerca de 30000 militares norte-americanos em território alemão. No entanto, Trump afirmou no sábado que os cortes irão além do previsto. “Vamos reduzir drasticamente. E vamos reduzir muito mais do que 5.000”, declarou aos jornalistas.
A decisão inicial de reduzir o contingente militar surgiu após o chanceler alemão, Friedrich Merz, ter afirmado que os Estados Unidos estavam a ser “humilhados” pelo Irão no atual contexto geopolítico. Na sequência dessas declarações, o Pentágono confirmou, na sexta-feira, a retirada de 5.000 soldados, explicando que a medida resultou de uma “análise aprofundada da postura das forças norte-americanas na Europa”, tendo em conta as necessidades operacionais e as condições no terreno.
Num discurso proferido no mês passado em Marsberg, Merz criticou duramente a estratégia iraniana, afirmando que Teerão é “muito hábil a negociar — ou melhor, a não negociar”, acusando a liderança iraniana, em particular a Guarda Revolucionária, de humilhar os Estados Unidos.
A reação no Congresso norte-americano não tardou. Roger Wicker, presidente do Comité de Serviços Armados do Senado, e Mike Rogers, presidente do Comité de Serviços Armados da Câmara dos Representantes, divulgaram uma declaração conjunta manifestando-se “muito preocupados” com a possibilidade de novas reduções de tropas na Alemanha.
Os dois responsáveis sublinharam que Berlim respondeu aos apelos de Trump para um maior esforço financeiro em defesa, aumentando significativamente o investimento militar e garantindo acesso logístico às forças dos EUA no âmbito da Operation Epic Fury. Defenderam ainda que qualquer redução deve ser coordenada com o Congresso e com os aliados.
“Em vez de retirar forças do continente, é do interesse dos EUA manter uma forte dissuasão na Europa, deslocando estes 5.000 militares para o leste”, afirmaram, salientando que vários aliados investiram fortemente para acolher tropas norte-americanas, reforçando a linha da frente da NATO.
As declarações de Merz evidenciam as tensões crescentes entre os Estados Unidos, a NATO e os aliados europeus devido à guerra no Irão e a outros conflitos internacionais. De acordo com a Reuters, um e-mail interno do Pentágono, entretanto divulgado, chegou a sugerir sanções contra a Espanha, um dos países mais críticos da guerra, incluindo a possibilidade de suspensão da sua participação na Aliança Atlântica.
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