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"Só a criação de riqueza é capaz de combater a pobreza", afirmou o primeiro-ministro Luís Montenegro, no seu discurso na rentrée política do PSD. "Nós fazemos mais e falamos menos. As transformação não se medem por gritaria, mas sim por resultados. Essa é a mudança que os portugueses querem. Querem decisões, resoluções e resultados".
"Nós fazemos mais e falamos menos. Nós estamos concentrados em fazer de Portugal um país maior, no aproveitamento de território, de potencial económico, no funcionamento do Estado e a relação com os povo. E maior para dar às pessoas as respostas das suas necessidades e pretensões. Ouvindo cada português, construímos um país mais prospero. Temos de ter a coragem de falar mais das grandes coisas que estamos a fazer bem e menos das pequenas coisas que, porventura, não corram tão bem. Estas últimas têm de ter tratamento e acompanhamento, mas não podemos viver em censura moderna, em que as pessoas só conhecem os assuntos mais polémicos, de pequenos incidentes, de pequenos episódios e deixar o que é mais importante em notas de rodapé ou até omitido", criticou Montenegro.
"Num ano duro, que se iniciou com um comboio de tempestades, muitas empresas, instituições, concidadãos, sofreram. Foi algo que originou uma resposta rápida, que ainda não está concluída. Já investimentos mais de três mil milhões de euros no processo de recuperação", explicou.
"Sabemos que os custos dos combustíveis e gás cresceram muito. Estamos a comparticipar no esforço. Já foram 300 milhões de euros em ajuda, sei que parece pouco. Uma parte dos impostos não está a ser cobrada para diminuir o impacto na vida das pessoas", referiu Montenegro.
"Quero dizer que não temos de estar sempre a concentrar nas dificuldades. Temos de nos mobilizar para o que conseguimos fazer. Fala-se pouco em Portugal do que estamos a fazer. E fora, fala-se muito do que Portugal está a fazer: o emprego em Portugal está num nível histórico, nunca houve tantos a trabalhar, temos mais 100 mil pessoas a trabalhar em relação ao trimestre anterior. Menos 45 mil desempregados. Cinco milhões e 400 mil empregados e nós criamos 150 mil novos postos de trabalho líquidos. É por isso que a nossa economia cresce. Porque estamos a motivar mais crescimento com a diminuição de impostos", acrescenta.
"Os salário líquido em Portugal cresceu em 15%. Acima de três mil euros, duplicaram nos últimos dois anos. São 125 mil que auferem um salário superior a três mil euros. Mas, quantos mais forem, mais cá em baixo deixam de ser. Estamos a subir o salário médio, o salário mínimo. O objetivo de todos é ter salários mais altos, desde que sejam um bom profissional, que produza e tenha um bom desempenho", atirou. "Um país menos endividado pode-se financiar de forma mais estável. E assim podemos dar às pessoas as oportunidades que procuram. Nós não somos daqueles que gastam do dinheiro hoje para os que precisam amanhã. Somos um país com emprego, com oportunidades", acrescentou.
"Já baixamos a quem trabalha dois milhões de impostos. Baixámos o IRS quatro vezes. Em 2024 e 2025, a taxa de pobreza diminuiu. Ainda temos muita gente no limiar da pobreza, mas temos de ressalvar que são menos agora. O salário médio cresceu, como disse, tal como o salário mínimo. Somos muitos portugueses a ganhar o mínimo, temos de subir os dois, para que as pessoas deixem de estar na base. Mas, queremos chegar aos 1100 euros nesta legislatura", apontou o PM. "São números, pessoas, que estão a ganhar mais salário e a pagar menos impostos".
"O modelo fiscal para os jovens funciona. Tem uma taxa de imposto nos dez primeiros anos de vida ativa que começa com 100%, 75% no segundo, terceiro e quarto, 50% no quinto, sexto e sétimo e 25% no oitavo, nono e décimo. São 961.879 portugueses com menos de 35 anos que estão a usufruir desta política fiscal. Como são cerca de 100 mil os jovens que beneficiaram das medidas para compra da primeira casa. Sem esta ajuda, não tinham comprado casa, nem localizado em Portugal os projetos de vida, que era o que acontecia antes da nossa governação. Demos aos jovens estas possibilidades", exclamou. "Mas não esquecemos os que estão mais adiantados na vida. Todos aqueles que têm a pensão mais baixa, nós comparticipamos os medicamentos, tal como os nossos combatentes".
"Estamos a aumentar o investimento em Portugal, foram 63 mil milhões de euros. Foi no ano passado que tivemos mais investidores estrangeiros, ascendeu a mais de 3500 milhões de euros. Só tem comparação ao investimento na AutoEuropa no tempo do professor Cavaco Silva", comparou.
"Já entregamos 28.300 casas ao abrigo do PRR. Havia o objetivo de 26 mil, só havia dinheiro para 16 mil e nós antes do prazo já entregámos 28 mil. Estamos também a investir nas rodovias, nos portos, nos aeroportos e na ferrovia", afirmou. "O Passe Ferroviário Verde vai também estar disponível para as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. Quem o quiser fazer, pode, por 20 euros mensais. Favorece a mobilidade para todos", revelou o líder do Governo.
"Também podemos dizer que temos uma das energias mais baratas da Europa, através das energias renováveis. Vai nos dar mais autonomia, mais soberania e vai ajudar no nosso compromisso para o ambiente. Foi à pouco comunicado à entidade competente que o Estado português vai adquirir 13,7% da REN, rede elétrica nacional. Fazemos para estar lá dentro e salvaguardar o interesse estratégico de Portugal na sua infraestrutura elétrica, para que possamos baixar o preço da energia. É estratégia, segurança, proteção das infraestruturas críticas. Esta é uma empresa que dá aos seus acionistas cerca 4,5%. Pagamos juros de 3,5%, por isso vamos ter retorno financeiro", explicou. "Aquilo que tivermos vai ser aplicado em medidas públicas para resolver os problemas das pessoas", disse.
"Será uma operação muito mais favorável do que perspectivava", refere Montenegro em relação à venda da participação na TAP. "Vamos vender 44,8% no âmbito do processo de privatização, há mais 5% para os trabalhadores e teremos um solução para o futuro, mantendo o hub em Lisboa, as rotas. Os interessados são operadores de dimensão global. É nessa parceria que a nossa companhia aérea vai servir o nosso interesse", diz.
"O Pontal é um grito de liberdade, sem medos, de ideias políticas, para transformar a vida das pessoas para melhor. Com espírito de convívio, ideias políticas, é uma prestação de contas aos portugueses", disse, agradecendo também ao PSD Algarve "a festa", adicionando que neste discurso costuma falar em questões "mais próximas dos algarvios".
"O hospital está a caminho, o concurso público já foi lançado e vamos cumprir o objetivo de ter a estrutura ao serviço de Portugal e ao serviço das ciências médicas. Também os investimentos na água estão a avançar, sob a direção de um algarvio, o projeto 'A água que nos une'. E também quero confirmar, que, sim, no próximo ano vai haver o Grande Prémio de F1 no Algarve, e em 2027, e em 2028, e também o MotoGP. Com estes eventos, promovemos o nosso país para ter mais visitantes, mais investimentos. Não é apenas lazer ou prática desportiva, são a expressão da nossa capacidade organizadora", transmitiu o primeiro-ministro.
"Estamos do lado da política que se sente no dia-a-dia. As transformação não se medem por gritaria, mas sim por resultados. Essa é a mudança que os portugueses querem. Querem decisões, resoluções e resultados. Estamos aqui para durar, trabalhar para construir um grande futuro para Portugal", afirmou.
"O PSD é um partido popular, de todos, é um partido daqueles que nascem em Portugal, daqueles que não nascem, mas vêm por bem trabalhar em Portugal", afirmou. "É um partido de quem nasce em condições económicas mais favoráveis, mas também daqueles que têm de ultrapassar mais barreiras. É um partido de gente de trabalho, que junta mulheres e homens com vontade de promoverem e salvaguardarem o bem estar de todos", acrescentou.
"Quero saudar os portugueses que nos acompanham a partir de várias plataformas, redes sociais, comunicação social e por todo o país. E muitos a partir de vários países, fora de Portugal", disse logo no início do seu discurso.
O PSD abriu esta sexta-feira a época de rentrées partidárias com a Festa do Pontal, em Quarteira, que assinala este ano o seu cinquentenário.
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