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O documento, divulgado em primeira mão pela CNN, reúne testemunhos de sobreviventes, análise de material audiovisual e contributos de peritos forenses e investigadores. O objetivo, segundo os autores, é consolidar um registo detalhado dos acontecimentos associados ao ataque.

A investigação foi coordenada pela especialista em direitos humanos Cochav Elkayam-Levy, que defende que a violência sexual terá sido utilizada como instrumento deliberado de terror. “Foi uma estratégia calculada para aumentar o sofrimento”, afirmou.

O relatório inclui testemunhos de mais de dez sobreviventes e antigos reféns, alguns dos quais já tinham relatado publicamente episódios de violência, enquanto outros partilharam os seus relatos em contexto confidencial com equipas médicas e jurídicas.

Entre os casos descritos estão alegações de agressões sexuais ocorridas em vários locais durante o ataque ao festival de música Nova e noutras zonas próximas da fronteira com Gaza. O documento refere ainda relatos de violações em grupo e violência extrema contra vítimas civis.

Os autores indicam ter analisado milhares de imagens e vídeos recolhidos no terreno, bem como realizado centenas de entrevistas com sobreviventes, primeiros socorros e especialistas forenses, identificando padrões repetidos de violência sexual e mutilação.

O relatório foi desenvolvido pela Civil Commission, um grupo independente de investigação, e conta com o apoio público de figuras internacionais como Hillary Clinton e Sheryl Sandberg.

Segundo o documento, algumas vítimas terão sido sujeitas a agressões particularmente violentas e mutilações após a morte, interpretadas pelos investigadores como atos de humilhação deliberada no contexto do ataque.

O Hamas nega as acusações de violência sexual, enquanto organismos internacionais, incluindo a ONU, já tinham anteriormente referido existirem indícios credíveis de que tais crimes poderão ter ocorrido durante os ataques de 7 de outubro.

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