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Dirigindo-se a dez embaixadores europeus (incluindo Portugal) que lhe apresentaram as suas credenciais numa cerimónia no Kremlin, o líder russo sublinhou “que o diálogo e os contactos foram reduzidos ao mínimo, tanto na esfera oficial, empresarial como pública, mas não por culpa nossa”.

Vladimir Putin disse que a interação com a Europa, que já foi o maior parceiro comercial da Rússia, ficou também congelada no que diz respeito ao diálogo sobre questões internacionais e regionais. “Quero acreditar que, com o tempo, a situação irá mudar e os nossos países regressarão a uma comunicação normal e construtiva, baseada no respeito pelos interesses nacionais e na consideração das legítimas preocupações de segurança”, afirmou.

Para Vladimir Putin, as relações da Rússia com cada um dos países cujos embaixadores estiveram presentes na cerimónia desta quinta-feira, incluindo Portugal, têm “raízes históricas profundas e estão repletas de exemplos de parcerias mutuamente benéficas e enriquecedora cooperação cultural”.

“O nosso país aspira a uma paz duradoura e sólida que garanta de forma fiável a segurança de cada pessoa. No entanto, nem todos, incluindo Kiev e as capitais que a apoiam, estão preparados”, criticou, aludindo aos países europeus aliados da Ucrânia.

Até que outros países compreendam esta necessidade, Vladimir Putin insistiu que a Rússia continuará a “perseguir os seus objetivos”, reafirmando que a crise na Ucrânia é consequência “direta de anos a ignorar os legítimos interesses da Rússia e de uma estratégia deliberada para criar uma ameaça à nossa segurança”.

“A segurança deve ser verdadeiramente abrangente e, portanto, igualitária. E não pode ser garantida para alguns em detrimento de outros. Este princípio está consagrado em documentos jurídicos fundamentais. Desconsiderar este princípio básico e vital nunca levou a nada de bom, e nunca levará”, elaborou Vladimir Putin.

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