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Emily Thornberry, presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros no Parlamento, saudou a decisão como “excelente notícia” e “absolutamente certa”, defendendo que tanto o Hamas como as Forças de Defesa de Israel (IDF) devem abandonar Gaza para dar lugar a um futuro de esperança para os palestinianos, diz a BBC.

O anúncio gerou forte oposição em Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou Starmer de “recompensar o terrorismo monstruoso do Hamas” e alertou que um Estado jihadista nas fronteiras de Israel hoje “ameaçará o Reino Unido amanhã”.

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Internamente, a decisão também divide opiniões. A conservadora Priti Patel classificou a medida como uma “política de apaziguamento” para agradar aos deputados trabalhistas, sublinhando que o reconhecimento só seria significativo se integrado num processo formal de paz , algo que, segundo a própria, ainda nem começou.

Por outro lado, a ministra dos Transportes, Heidi Alexander, defendeu que esta é uma posição com “compromisso de longa data” do Partido Trabalhista, presente no manifesto eleitoral de 2024, e que visa criar consenso diplomático antes da Assembleia Geral da ONU em setembro.

Segundo Starmer, o reconhecimento poderá ser adiado se Israel cumprir quatro condições principais:

  • Concordar com um cessar-fogo

  • Permitir a retoma da ajuda humanitária da ONU

  • Comprometer-se com um processo de paz que leve à solução de dois Estados

  • Garantir que não haverá anexação da Cisjordânia ocupada

Além disso, exigiu ao Hamas:

  • Um cessar-fogo imediato

  • A libertação de todos os reféns

  • O abandono de qualquer papel futuro no governo de Gaza

  • O desarmamento total

Apesar do posicionamento britânico, a situação no terreno continua crítica. A ONU alerta para uma crise humanitária extrema em Gaza, com fome generalizada e aumento das mortes relacionadas com a subnutrição e doenças. O número de mortos palestinianos, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, já ultrapassa os 60 mil desde o início da ofensiva israelita em outubro de 2023.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, saudou a posição britânica, enquanto o governo de Israel mantém a sua rejeição. As negociações de cessar-fogo continuam estagnadas, com acusações mútuas entre Telavive e o Hamas sobre a responsabilidade pelo impasse.