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Segundo o mais recente boletim do Ministério da Comunicação e dos Média da RD Congo, com dados recolhidos até quinta-feira, a taxa de letalidade situa-se atualmente nos 32,2%.

Além disso, 628 doentes encontram-se em isolamento ou hospitalizados, enquanto outras 239 pessoas recuperaram da doença.

A taxa de rastreio de contactos é de 81,5%, estando 9971 desses contactos sob vigilância.

"As atividades de sensibilização, sessões de educação, visitas domiciliárias e formação de agentes comunitários prosseguem em larga escala para reforçar a adesão das comunidades às medidas de prevenção e à procura precoce de cuidados de saúde", acrescentou o ministério.

O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio na província de Ituri, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul e constitui o epicentro da epidemia, mas alastrou também às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

A epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos de infeção, incluindo 15 considerados importados da RD Congo, entre os quais se registaram duas mortes.

O Governo francês confirmou ter identificado o primeiro caso positivo de doença provocada pelo vírus do ébola no país, correspondente a um médico que regressava de uma missão na RD Congo que, entretanto, recuperou e está fora de perigo de vida.

O surto corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera "elevado" o risco de propagação da epidemia na África Subsaariana e "baixo" à escala mundial.

O vírus do ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

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