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Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, Paulo Rangel foi questionado se lhe parecem fazer sentido os atuais bombardeamentos de Israel no Líbano.

Na resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que, “em primeiro lugar, é preciso dizer que é altamente condenável a ação do Hezbollah que, justamente, motivou isto”.

“Aliás, o primeiro Governo a mostrar essa consciência foi o Governo do Líbano, que tomou medidas relativamente ao Hezbollah — designadamente a interdição do uso de armas –, de grande coragem, num momento muito difícil, quando começaram os primeiros ataques do Hezbollah a território israelita”, referiu.

Rangel afirmou que, aquando desses primeiros ataques, o Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma posição oficial na qual condenava os ataques do Hezbollah, mas em que pedia igualmente que “o Governo libanês pudesse exercer a sua autoridade com plenitude, no seu espaço de soberania”.

“Não é isso que tem acontecido e, obviamente, nós lamentamos que a situação se esteja deteriorando”, disse, apesar de indicar que a ameaça do Hezbollah sobre o norte de Israel “tem sido fortíssima“.

“Os ataques têm sido extremamente fortes e, portanto, isso também tem de ser tido em conta. Mas, em todo o caso, nós, claramente, consideramos que a integridade territorial do Líbano deveria ser respeitada”, afirmou.

Questionado se lhe parece assim que se deve deixar Israel agir sozinho, Rangel reiterou que a posição do Governo “é anterior a desenvolvimentos mais visíveis da situação, mesmo no início”.

“Louvando o Governo do Líbano, elogiando o Governo do Líbano, lamentando e condenando os ataques do Hezbollah, que o próprio Governo do Líbano considera que motivaram esta questão, mas, ainda assim, desejando que seja respeitada a soberania libanesa e que não tenhamos aqui mais uma frente dificílima de conflito“, afirmou.

O Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o Hezbollah lançou, dois dias depois, um ataque a Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o sul do país, com forças de artilharia e blindados.

A guerra entre Israel e o Hezbollah fez pelo menos 886 mortos — entre os quais 111 crianças e 38 profissionais de saúde – e 2.141 feridos no Líbano, e o número total de deslocados atingiu 830 mil, 126 mil dos quais estão alojados em centros de acolhimento, de acordo com dados das autoridades locais.

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