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Produzido a partir de uvas provenientes das vinhas de maior altitude da Quinta da Cabreira, entre os 400 e os 600 metros, o vinho resulta de um lote composto por 60% de Viosinho e 40% de Verdelho. Segundo o produtor, a altitude das vinhas permite preservar a acidez natural das castas, conferindo ao vinho uma identidade marcada pela elegância, estrutura e capacidade de envelhecimento.
A colheita de 2025 foi influenciada por um ano vitícola quente e seco, com precipitação abaixo da média, o que originou uma quebra natural na produção. No entanto, a descida das temperaturas em setembro favoreceu uma maturação mais lenta e equilibrada das uvas, contribuindo para um perfil aromático mais intenso e uma acidez bem preservada.
Na adega, as uvas foram sujeitas a uma seleção rigorosa, seguindo-se o desengace e a prensagem. A fermentação decorreu inicialmente em cubas de inox e terminou em barricas de carvalho francês, onde o vinho estagiou durante seis meses sobre borras finas, com bâtonnage regular, processo que reforça a complexidade aromática e a textura.
De acordo com as notas de prova divulgadas pela Quinta do Crasto, o Crasto Superior Branco 2025 apresenta uma cor limão pálido e um aroma dominado por notas cítricas de lima e toranja, complementadas por apontamentos florais e minerais.
Na boca, evidencia uma acidez firme e bem integrada, aliada a uma textura envolvente e a um final longo e persistente. O produtor destaca ainda o perfil gastronómico do vinho, apontando-o como uma proposta indicada para acompanhar refeições e momentos de convívio durante o verão.
Para esta colheita foram produzidas 60 mil garrafas de 750 mililitros e 300 garrafas Magnum (1,5 litros).
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