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À esquerda do espectro político, multiplicam-se os sinais de apoio a António José Seguro. Os co-porta-vozes do Livre, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, anunciaram que o partido deverá apoiar Seguro na segunda volta, assegurando existir uma "certeza clara" de que o Livre estará "do lado da democracia e da defesa da Constituição". Os dirigentes criticaram também a ausência de uma tomada de posição do PSD num momento que consideram decisivo.

Outras figuras oriundas da esquerda, como Catarina Martins, antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, e Jorge Pinto, candidato ligado ao Livre, também deixaram indicações públicas de que tencionam apoiar António José Seguro.

Também o presidente da Câmara do Porto, o social-democrata Pedro Duarte, revelou que na segunda volta das presidencaiis vai votar em António José Seguro.

"Não tenho a mais pequena dúvida em quem vou votar, isso é absolutamente claro e inequívoco: vou votar no António José Seguro", disse o autarca e ex-ministro dos Assuntos Parlamentares do primeiro governo de Luís Montenegro no programa da TSF e da CNN Portugal O Princípio da Incerteza.

Outro que votará em Seguro será José Eduardo Martins, antigo secretário de Estado do PSD e apoiante de Luís Marques Mendes. "Para quem é militante do PSD, faz todo o sentido votar num social-democrata moderado como António José Seguro. É o que vou fazer. Não por confusão partidária, mas por clareza democrática: quando estão em causa as instituições, o pluralismo e a estabilidade do regime, a responsabilidade deve prevalecer sobre o cálculo tático ou identitário", escreveu nas redes sociais.

José Miguel Júdice, mandatário nacional de João Cotrim de Figueiredo nestas presidenciais, anunciou também na CNN Portugal, ainda no domingo, que votará em António José Seguro. "O meu mandato [como mandatário] terminou. Vou votar com total determinação, sem qualquer preocupação, em Seguro", declarou Júdice.

Já o líder da bancada da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, também confirmou o voto em António José Seguro. "Sou um grande crítico do Partido Socialista, porque é o maior responsável pelo estado em que o país se encontra, mas não está em causa a atuação do PS", disse, salientando que António José Seguro “não é um atentado ao Estado de direito”.

Recorde-se que Cotrim Figueiredo referiu que não tenciona endossar ou recomendar o voto em qualquer dos candidatos.

“Os eleitores que me confiaram o voto hoje fizeram-no livremente e deverão poder fazê-lo livremente outra vez na segunda volta. Confio plenamente e respeitarei totalmente essa sua decisão”, afirmou no discurso de domingo.

Do lado do PCP, o antigo candidato presidencial António Filipe reconheceu que muitos dos seus eleitores optaram por votar em Seguro logo na primeira volta, motivados pelo receio de um confronto entre dois candidatos mais à direita na fase final da eleição. Embora tenha apelado à derrota das propostas que classificou como "reacionárias" de André Ventura, António Filipe fez questão de sublinhar que esse posicionamento não corresponde a uma adesão plena ao projeto político de Seguro, mas antes a uma escolha estratégica para impedir a eleição do candidato da extrema-direita.

Também o PAN – Pessoas-Animais-Natureza decidiu apoiar a candidatura de António José Seguro. Na nota enviada às redações ao final da noite de domingo, o PAN explica que a decisão foi tomada após a reunião da Comissão Política Nacional.

O PAN escreve que a decisão do partido surge “num momento decisivo para a democracia portuguesa”, sublinhando que a primeira volta das presidenciais demonstrou “uma preocupante fragmentação do eleitorado”.

Em contraste, o PSD optou pela neutralidade. O líder do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o espaço político social-democrata "não estará representado nesta segunda volta" e garantiu que o partido não dará qualquer indicação de voto entre os dois finalistas. Uma posição semelhante foi assumida por outros candidatos com resultados relevantes na primeira volta, como Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo, que preferiram não declarar apoio explícito a nenhum dos concorrentes, remetendo a decisão para a consciência individual dos seus eleitores.

Destaque também para o apoio revelado por Francisco Rodrigues dos Santos, ex-presidente do CDS, assim como de Miguel Poiares Maduro, antigo ministro do PSD e membro da comissão política da candidatura de Luís Marques Mendes, que assumiu publicamente que irá votar em António José Seguro.

"Do ponto de vista dos princípios, do entendimento da função presidencial e dos aspetos fundamentais do nosso regime político, estou mais próximo de António José Seguro do que de André Ventura", afirmou.

Assim, à entrada para a segunda volta, António José Seguro recolhe apoios claros ou em vias de formalização à esquerda, enquanto um número significativo de partidos e candidatos derrotados opta pela neutralidade, deixando em aberto a disputa pelo eleitorado ao centro e à direita que será determinante para o desfecho final das presidenciais.

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