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Desde 2023, ao abrigo de uma resolução da Assembleia Geral, a ONU assinala oficialmente o aniversário da ‘Nakba’, “catástrofe” em árabe, período durante o qual cerca de 750.000 árabes da Palestina fugiram ou foram expulsos das suas casas aquando da criação do Estado de Israel.

“Assinalar este aniversário é um reconhecimento de uma injustiça histórica contra o povo palestiniano, que permanece enraizado na sua terra, e representa um passo na direção certa para reparar essa injustiça”, afirmou Mahmoud Abbas num discurso lido pelo embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour.

“Isto afirma que o nosso povo dinâmico não pode ser ignorado, nem o seu direito à autodeterminação, à independência, ao regresso e à soberania, tal como todas as nações”, continuou.

“Ninguém neste mundo, repito, ninguém mais tem o direito de determinar o destino da Palestina, e quem acredita que é possível alcançar a paz e a segurança sem respeitar os direitos dos palestinianos (…) está completamente delirante”, acrescentou.

Lamentou, por outro lado, que o cessar-fogo em Gaza “continue frágil”.

“Os nossos compatriotas estão a ser mortos, a geografia de Gaza está a ser reduzida e o envio de ajuda (humanitária) continua a ser impedido, numa clara violação por parte de Israel da visão do presidente Trump”, insistiu, referindo-se ao cessar-fogo que entrou em vigor em outubro sob pressão dos Estados Unidos.

O número de palestinianos mortos na sequência de ataques do Exército israelita contra Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor, subiu para quase 850, segundo as autoridades de Gaza.

Mais de 72.600 pessoas morreram e 170.000 ficaram feridas desde o início da ofensiva lançada por Israel, após os ataques do Hamas de 07 de outubro de 2023, que fizeram cerca de 1.200 mortos em território israelita e quase 250 reféns, segundo a contagem oficial.

Este ano assinalou-se o 78.º aniversário da ‘Nakba’.

Durante um evento na sede da ONU, em Nova Iorque, o Comité para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestiniano proporcionou um momento de reflexão e mobilização em prol de uma solução justa e duradoura para a questão palestiniana, dando especial destaque ao assassínio de Hind Rajab.

A menina palestiniana de 05 anos, que se transformou num símbolo da guerra israelita em Gaza, foi encontrada morta, em janeiro de 2024, dentro de um carro onde seguia com tios e primos e que foi alvo de um ataque israelita.

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