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O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje, em Brest, que ordenou o aumento do número de ogivas nucleares no arsenal do país. A decisão surge após os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão no fim-de-semana.
Segundo Macron, a dissuasão nuclear exige ter ogivas e mísseis suficientes para defesa, mas sem excessos. “Não divulgaremos mais dados sobre o nosso arsenal nuclear, ao contrário do que pode ter acontecido no passado”, afirmou o presidente. Nos últimos anos, França reduziu as suas armas, e atualmente somam menos de 300 ogivas.
O aumento anunciado ocorre em simultâneo com a ofensiva conjunta israelo-americana, que tem como objetivo impedir que o Irão desenvolva armas nucleares e destruir as suas capacidades de mísseis balísticos e forças navais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou que a ação visa “garantir que o Irão não obtenha uma arma nuclear”. Especialistas alertam, porém, que a campanha pode prolongar-se por semanas ou meses, e que o impacto sobre o programa nuclear iraniano, embora significativo, dificilmente será definitivo.
O contexto atual evidencia o delicado equilíbrio de poder nuclear global. Estima-se que existam cerca de 12.500 armas nucleares no mundo, distribuídas entre países como a Rússia (5.580), Estados Unidos (5.328), China (600), França (290), Reino Unido (225), Índia (160) e Paquistão (170). Israel, não confirmado oficialmente, terá cerca de 90 ogivas, enquanto a Coreia do Norte mantém entre 35 e 65. O Irão, que garante a paz do seu programa, tem vindo a acelerar o enriquecimento de urânio, aproximando-se de níveis que poderiam ser utilizados em armas nucleares.
No cenário global, apenas alguns países mantêm capacidade técnica para produzir armas nucleares sem o terem feito, como o Japão. Outros, como a Ucrânia, o Cazaquistão e a África do Sul, abandonaram ou desmantelaram os seus programas nucleares após períodos de posse ou investigação.
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